Entenda o motivo pelo qual o câncer de pênis causa número altíssimo de amputações de genitais masculinos.
O câncer de pênis, embora seja um tipo de tumor considerado raro em comparação com outros cânceres, têm impacto grave na vida de muitos homens no Brasil, frequentemente levando a cirurgias mutiladoras como a amputação do órgão. A doença está fortemente associada à falta de informação, à higiene íntima inadequada e a fatores socioeconômicos que dificultam o diagnóstico precoce.
Por que a amputação ainda é tão comum?
Levantamentos de entidades como a Sociedade Brasileira de Urologia e informações de sistemas de saúde mostram que o câncer de pênis tem levado a milhares de amputações nos últimos anos. Em períodos recentes de uma década, foram realizadas mais de 5 800 amputações dessa natureza no Brasil, equivalendo a uma média de cerca de 585 pênis amputados por ano em consequência da doença.
Esse tipo de cirurgia muitas vezes é necessário quando o diagnóstico ocorre em estágios já avançados, quando o tumor já compromete tecido suficiente a ponto de exigir a remoção parcial ou total do órgão para tentar controlar a doença.
Especialistas apontam que uma das principais causas da evolução agressiva do câncer de pênis é a falta de higiene adequada da região íntima masculina, especialmente quando há fimose, que é a dificuldade de expor completamente a glande para limpeza. A falta de informações e o tabu em torno do cuidado com a saúde íntima agravam o problema, retardando a procura por atendimento médico e o diagnóstico precoce.
A infecção pelo HPV também está entre os fatores de risco conhecidos, assim como condições socioeconômicas precárias e hábitos de tabagismo, que contribuem para uma maior vulnerabilidade ao tumor.
A amputação pode trazer consequências físicas e emocionais
A amputação parcial ou total do pênis traz consequências profundas que vão além da saúde física e homens que passam por esse tipo de cirurgia muitas vezes enfrentam desafios relacionados à autoestima, função sexual e identidade corporal, além das implicações práticas de adaptação para funções básicas como urinar em pé, em casos de amputação total.
O tratamento cirúrgico é muitas vezes a única opção quando o câncer já está avançado, mas em estágios iniciais a doença pode ser tratada com procedimentos menos invasivos, como a remoção apenas das lesões superficiais, radioterapia ou quimioterapia.
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