Grupo de médicos usa combinação de remédios já conhecida para eliminar câncer de pâncreas.
Uma nova terapia experimental que combina três medicamentos já existentes conseguiu eliminar completamente tumores de câncer de pâncreas em testes com animais e forneceu resultados promissores que podem orientar futuras abordagens terapêuticas em humanos. Fique conosco para conhecer detalhes!
Ciência combina três remédios e acaba com câncer no pâncreas
O estudo responsável por essa façanha foi conduzido por uma equipe espanhola ligada ao Centro Nacional de Investigação Oncológica e demonstrou que a combinação de fármacos usada nos testes com camundongos provocou a regressão total dos tumores em poucas semanas, entre três e quatro semanas após o início do tratamento.
A pesquisa observou que, mesmo depois de mais de 200 dias sem a administração de medicamentos, os animais permaneceram livres de sinais da doença.
Os medicamentos atuam em pontos diferentes do desenvolvimento tumoral ao bloquear três vias que o câncer utiliza para crescer e resistir a tratamentos. Ao inibir simultaneamente as proteínas KRAS, EGFR e STAT3, o método impede que o tumor escape por rotas alternativas de sobrevivência e proliferação das células cancerígenas.
Outro aspecto relevante da pesquisa foi a ausência de toxicidade significativa nos animais tratados, o que sugere que a combinação pode agir com eficácia sem os efeitos colaterais graves observados em muitas terapias oncológicas convencionais.
Além disso, a regressão do tumor ocorreu independentemente do sistema imunológico, o que é especialmente interessante para pacientes cuja defesa natural está comprometida, como aqueles que já passaram por tratamentos intensivos de quimioterapia ou apresentam imunossupressão.
O câncer de pâncreas, especialmente na forma chamada adenocarcinoma ductal pancreático, é conhecido por seu crescimento silencioso, dificuldade de diagnóstico precoce e baixa taxa de sobrevivência, fatores que tornam o desenvolvimento de terapias mais eficazes uma prioridade global na oncologia.
Apesar dos resultados positivos, os cientistas enfatizam que essaa nova abordagem ainda está em fase pré-clínica, ou seja, são necessárias pesquisas adicionais e testes em seres humanos antes de considerar seu uso na prática clínica.
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