Entenda pesquisa que aponta crescimento de 135% do diabetes no Brasil ao longo dos últimos anos.
O número de adultos brasileiros diagnosticados com diabetes mais que dobrou nas últimas duas décadas, segundo dados oficiais divulgados pelo governo do Brasil. Entre 2006 e 2024, a proporção de adultos com diabetes passou de 5,5% para 12,9%, o que representa um crescimento de 135% no período, de acordo com a pesquisa Vigitel 2025, realizada pelo Ministério da Saúde.
Saiba detalhes sobre o aumento dos números da doença
O Vigitel é um estudo anual que monitora fatores de risco e proteção ligados a doenças crônicas não transmissíveis por meio de entrevistas telefônicas com adultos em todas as capitais e no Distrito Federal.
A pesquisa observou que esse salto no número de casos acompanha a expansão de outras condições de saúde associadas ao estilo de vida e segundo o levantamento, outras condições também subiram nos últimos anos, como a hipertensão arterial, que cresceu 31%, a obesidade,118%, e o excesso de peso, que cresceu 47% entre os adultos brasileiros no mesmo intervalo.
Além dos dados sobre diabetes e outras condições, a edição mais recente também apresentou informações inéditas sobre hábitos de sono no país, mostrando que mais de 20% dos adultos dormem menos de seis horas por noite e cerca de 31,7% relataram sintomas de insônia.
A pesquisa destaca ainda mudanças nos padrões de atividade física e alimentação. A prática de atividade física no deslocamento diário caiu de 17% em 2009 para 11,3% em 2024, embora o número de adultos que realizam atividade moderada no tempo livre tenha aumentado para 42,3%. O consumo regular de frutas e hortaliças permaneceu em torno de 31% da população.
Diante desse cenário, o Ministério da Saúde lançou no Rio de Janeiro a estratégia Viva Mais Brasil, uma iniciativa com foco na promoção da saúde, prevenção de doenças crônicas e melhoria da qualidade de vida dos brasileiros. O programa receberá um investimento de R$ 340 milhões, com destaque para a retomada e expansão das Academias da Saúde, espaços comunitários equipados para incentivar a atividade física com apoio de profissionais e vinculação às unidades básicas de saúde.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o convívio social aliado à prática de exercícios físicos contribui para a redução do uso de medicamentos, incluindo ansiolíticos e antidepressivos, e reforçou a importância de ações integradas para transformar o foco da saúde pública da doença para a promoção da saúde.
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