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Brasil não poderá fabricar genérico de injeção contra o HIV; entenda

Devido a restrição internacional, Brasil não deve poder fabricar versões genéricas da injeção contra o HIV e ameaça chegada do remédio ao SUS.

Thyago Soares | 16 de Janeiro de 2026 às 09:37

Medicação pode revolucionar prevenção ao HIV. - Reprodução / Freepik

O Brasil não terá autorização para fabricar versões genéricas da nova injeção de prevenção ao HIV, medicamento que foi recentemente aprovado no país e deve ser aplicada a cada seis meses para reduzir o risco de infecção pelo vírus. 

Entenda a limitação de produção do medicamento

O medicamento em questão usa a substância lenacapavir, um antirretroviral de ação prolongada que tem se mostrado altamente eficaz como profilaxia pré-exposição, o famoso PrEP. Essa injeção de longa duração foi aprovada pela Anvisa no início de 2026 e representa uma alternativa à PrEP oral diária, atualmente oferecida gratuitamente pelo SUS. A expectativa no meio médico é a de que uma opção injetável possa facilitar a adesão ao tratamento preventivo.

Apesar dos aparentes benefícios, a inclusão do lenacapavir no rol de medicamentos de longa duração esbarra em questões de patente e acordos internacionais que regem a produção de versões genéricas. 

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Ao contrário de outros fármacos já utilizados pelo SUS, que foram ou já podem ser produzidos no Brasil por fabricantes nacionais, o lenacapavir permanece sob exclusividade de produção da indústria detentora da patente. Isso significa que empresas brasileiras não podem simplesmente copiar ou fabricar versões genéricas do medicamento sem violar direitos de propriedade intelectual.

Essa vedação decorre de uma decisão internacional sobre propriedade intelectual que impede a produção local da fórmula em versões mais acessíveis, o que levanta preocupações sobre o preço e a oferta da medicação pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

Medicamentos genéricos geralmente custam menos do que os produtos originais, porque não carregam os custos associados ao desenvolvimento e à pesquisa inicial. Sem essa opção, o preço para aquisição da versão original tende a ser mais elevado, algo que pode se refletir em negociações entre governo e fabricantes para a compra em larga escala pelo SUS.


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