Secretaria Municipal de Saúde fala sobre aumento dos números de atendimentos devido ao calor intenso que assola o Rio de Janeiro.
O calor que vem atingindo o Rio de Janeiro nos últimos dias trouxe um impacto direto nas unidades de saúde de atendimento de urgência e emergência da cidade. Segundo dados oficiais, houve um aumento de 29,5% nos atendimentos relacionados a casos possivelmente associados às altas temperaturas, informou o Centro de Inteligência Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde.
Entenda o ocorrido
Entre 9 e 12 de janeiro de 2026 a capital fluminense atingiu níveis de temperatura record, com termômetros variando entre 38°C e 40°C, e foram registradas 2.493 ocorrências de pessoas que buscaram atendimento por sintomas possivelmente ligados ao calor, como tontura, fraqueza e desmaios.
Esses números representam um crescimento de quase 30% em comparação com o esperado para o mesmo período em anos anteriores.
Os atendimentos aumentaram tanto na rede municipal quanto nas unidades estaduais de saúde. Relatórios divulgados pelas autoridades estaduais revelam que centenas de pacientes têm procurado as Unidades de Pronto Atendimento com queixas de náuseas, dor de cabeça, taquicardia e desidratação, sintomas comumente relacionados à exposição prolongada ao calor intenso.
O episódio de calor que motivou as consultas coincide com uma onda de altas temperaturas em grande parte do estado e do país, que tem mantido máximas muito acima da média para esta época do ano. A climatologia indica que esse padrão deve se manter nos próximos dias, com previsão de mínimas próximas de 22°C e máximas chegando a 37°C, acompanhadas de chance de temporais isolados.
A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro reforça que é necessário seguir orientações para reduzir os impactos do calor na saúde. Entre as medidas recomendadas estão beber água regularmente e sucos naturais sem açúcar, optar por alimentos leves como frutas e saladas, evitar bebidas alcoólicas e açucaradas, usar roupas leves e frescas e limitar a exposição ao sol, especialmente entre 10h e 16h, quando a radiação solar é mais intensa.
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