Saiba detalhes acerca do segundo caso da nova cepa da M-pox que foi descoberto em São Paulo.
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo confirmou neste início de 2026 o segundo caso no Brasil da nova cepa 1b do vírus Mpox, também conhecido como monkeypox, trazendo atenção renovada para o monitoramento da doença no país. O registro foi divulgado no último sábado, 10 de janeiro, e envolve um paciente adulto que foi atendido em uma instituição de referência em doenças infecciosas na capital paulista.
Saiba detalhes sobre o caso
O paciente diagnosticado com a nova cepa do vírus tem 39 anos e apresentou os primeiros sintomas no final de dezembro de 2025. O indivíduo procurou atendimento no Instituto de Infectologia Emílio Ribas, na zona oeste de São Paulo, onde permaneceu internado por um dia antes de receber alta. Após a alta ele retornou a Portugal, seu país de origem, conforme informações da SES-SP.
Até o momento as autoridades de saúde informam que não há registro de transmissão entre outras pessoas identificadas no local de hospedagem ou entre contatos próximos do paciente, o que indica que os casos identificados até agora não geraram disseminação secundária evidente no Brasil. A SES-SP também reforçou que mantém monitoramento epidemiológico contínuo para acompanhar a evolução da situação.
O primeiro caso da nova cepa 1b no país havia sido registrado em março de 2025, quando uma mulher de 29 anos na região metropolitana de São Paulo testou positivo após ter contato com um familiar que vinha da República Democrática do Congo, país onde a doença é considerada endêmica. Na ocasião ela evoluiu bem e se curou.
Sobre o vírus da M-pox
O vírus que causa a Mpox, o MPXV, pode ser transmitido por contato próximo com pessoas infectadas ou com materiais contaminados, como roupas ou lençóis. Os sinais da doença costumam surgir entre 1 e 21 dias após a exposição e incluem erupções cutâneas, feridas ou bolhas na pele, além de sintomas como febre, dor de cabeça, calafrios e mal-estar geral.
A duração típica do quadro é de duas a quatro semanas, com a maioria das infecções sendo leves ou moderadas.
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