Entenda o novo tratamento para hérnia de disco criado por médico brasileiro.
Um médico brasileiro desenvolveu uma técnica inovadora que pode transformar o tratamento da hérnia de disco ao evitar a necessidade de cirurgia tradicional em grande parte dos casos. A abordagem foi criada por especialistas do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, e mostrou resultados promissores em um estudo publicado em 2026, quando pesquisadores avaliaram sua eficácia em pacientes que não responderam ao tratamento conservador, como fisioterapia e medicação.
Entenda a nova técnica para tratar hérnia de disco
O procedimento é indicado para casos de hérnia discal aguda com dor incapacitante que não respondeu a tratamentos conservadores e sem déficit motor significativo, ou seja, quando ainda não há fraqueza muscular associada à condição.
A proposta de tratamento amplia as possibilidades de cuidados para muitos pacientes que antes teriam poucas alternativas antes de recorrer a uma intervenção cirúrgica.
O método, chamado de infiltração epidural transforaminal infraneural com corticosteróides, utiliza uma agulha guiada por fluoroscopia para administrar o medicamento diretamente na área inflamada ao redor do nervo comprimido pela hérnia. O procedimento tem como objetivo reduzir a inflamação e a dor sem precisar recorrer à cirurgia aberta ou à remoção de parte do disco.
No estudo que embasa a proposta, publicado na revista International Society for the Advancement of Spine Surgery, 86% dos pacientes que passaram pelo procedimento relataram alívio da dor e melhora significativa da qualidade de vida seis meses após o tratamento.
A maioria conseguiu retornar às atividades diárias com menor incapacidade, o que representa um avanço importante em relação às opções tradicionais, que muitas vezes envolvem recuperação prolongada e riscos associados ao corte cirúrgico.
Apesar de promissora, a nova técnica não substitui completamente a cirurgia em todos os casos, já que em cerca de 14% dos pacientes acompanhados no estudo houve necessidade de procedimento cirúrgico mesmo após a infiltração. Ainda assim, a inovação representa um passo relevante para tratamentos menos invasivos e com recuperação mais rápida.
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