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Vacina contra câncer de pele pode reduzir em 49% o risco de morte; entenda

Entenda detalhes sobre a vacina contra câncer de pele que pode reduzir em 49% o risco de morte.

Thyago Murad | 22 de Janeiro de 2026 às 09:22

A vacina mostrou resultados satisfatórios e nunca observados antes. - Reprodução / Freepik

Os resultados preliminares de um estudo clínico mostram que uma vacina experimental contra melanoma, a forma mais agressiva de câncer de pele, pode reduzir em até 49% o risco de morte ou de retorno da doença quando usada junto com imunoterapia em pacientes de alto risco. 

Entenda a pesquisa que atestou o resultado da vacina

O ensaio científico acompanhou 157 pacientes com melanoma em estágios avançados pelo período de cinco anos após a retirada cirúrgica completa do tumor. Parte dos participantes recebeu uma vacina baseada em tecnologia de RNA mensageiro chamada intismeran, em combinação com o imunoterápico pembrolizumabe, vendido com o nome comercial Keytruda. O grupo de comparação recebeu apenas o imunoterápico.

Segundo os dados divulgados pelas farmacêuticas Moderna e MSD, a combinação entre o imunizante e o Keytruda demonstrou uma redução significativa no risco de recorrência ou morte pela doença ao longo dos cinco anos de acompanhamento, comparado ao tratamento isolado com imunoterapia. 

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Esses resultados sugerem que o uso da vacina pode melhorar de forma duradoura as respostas imunológicas contra células cancerígenas em pacientes com melanoma de alto risco. 

Sobre a vacina

O imunizante é desenvolvido de forma personalizada para cada paciente, com base em informações genéticas do tumor que “ensinam” o sistema imunológico a reconhecer e atacar especificamente as células cancerígenas. Essa estratégia é combinada com o efeito do Keytruda, que atua liberando “freios” do sistema imunológico, permitindo que ele responda de forma mais efetiva contra o câncer. 

Esse tipo de vacina não é um conceito novo, mas o avanço representado pelos dados do estudo é promissor por mostrar benefícios sustentados ao longo de um período relativamente longo, algo que ainda não havia sido observado com clareza em estudos anteriores. 

Apesar disso, os resultados ainda não passaram por revisão por pares em uma revista científica especializada, e a pesquisa está na segunda fase de testes clínicos, o que significa que evidências mais robustas dependem de etapas seguintes da investigação.


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