Saiba detalhes sobre o anúncio do governo de que o SUS passará a ter IA, 5G e telemedicina implementados em suas operações.
O Governo Federal anunciou a criação da Rede Nacional de Hospitais e Serviços Inteligentes do Sistema Único de Saúde, uma iniciativa que promete transformar o atendimento público de saúde no Brasil com o uso de inteligência artificial, conexão 5G e telemedicina.
Entenda como vai funcionar a novidade
O lançamento foi feito em cerimônia com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do ministro da Saúde Alexandre Padilha no Palácio do Planalto, em Brasília, no dia 7 de janeiro de 2026 e segundo o Ministério da Saúde, a proposta é modernizar a rede pública com tecnologias capazes de agilizar diagnósticos e torná-los mais precisos, além de reduzir o tempo de espera por atendimento, sobretudo em urgências e emergências.
A ideia do governo é ampliar a capacidade de resposta do SUS com um sistema conectado digitalmente que permita atendimento à distância, monitoramento em tempo real e troca de informações entre unidades de saúde.
"Os hospitais inteligentes usam da mais alta tecnologia e inteligência artificial, usando uma rede que permite fazer procedimentos a distância e para acelerar o diagnóstico", explicou Alexandre Padilha, o ministro da Saúde.
Um dos pilares do projeto é a instalação de 14 Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) inteligentes espalhadas pelas cinco regiões do país. Essas unidades funcionarão conectadas por meio de infraestrutura digital e contarão com ferramentas de IA para triagem mais rápida, diagnóstico mais eficiente e monitoramento contínuo dos pacientes.
O uso de ambulâncias equipadas com tecnologia 5G permitirá transmitir dados como sinais vitais em tempo real para as equipes médicas antes mesmo da chegada da pessoa à unidade de saúde.
O primeiro hospital inteligente do SUS será construído na cidade de São Paulo, no âmbito do Instituto Tecnológico de Emergência do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo. A unidade terá setor de emergência com 250 leitos, 350 leitos de UTI, 200 de enfermaria e 25 salas cirúrgicas, com capacidade de atender até 200 mil pacientes por ano, segundo projeções oficiais.
Para viabilizar a obra, o governo assinou um contrato de financiamento de cerca de R$ 1,7 bilhões com o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), conhecido como Banco dos BRICS.
Além da construção da nova unidade em São Paulo, o plano também prevê a modernização de hospitais já existentes em diversas regiões do país, incluindo unidades federais como a Universidade Federal do Rio de Janeiro e o novo Hospital Oncológico da Baixada Fluminense, entre outras.
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