Entenda detalhes sobre o novo tipo e diabetes reconhecido internacionalmente em congresso.
A Federação Internacional de Diabetes reconheceu oficialmente um novo tipo de diabetes, denominado diabetes tipo 5, um marco importante no entendimento global da doença e na forma como ela é diagnosticada e tratada. A decisão foi anunciada durante o Congresso Mundial de Diabetes de 2025, realizado em Bangkok, na Tailândia, e representa o reconhecimento formal de uma condição descrita há décadas, mas que até agora não tinha uma classificação definida no sistema médico internacional.
Entenda detalhes sobre o Diabetes tipo 5
O diabetes tipo 5 é uma forma distinta da doença associada à desnutrição crônica, principalmente em adolescentes e jovens adultos magros, com baixo índice de massa corporal e histórico de subnutrição ao longo da infância ou adolescência. A IDF destaca que essa forma de diabetes é diferente das formas mais conhecidas, tipo 1, tipo 2, tipo 3c e gestacional, porque sua origem não está ligada a resistência à insulina ou a uma resposta autoimune, e sim ao comprometimento do desenvolvimento do pâncreas e à produção insuficiente de insulina causada pela desnutrição prolongada.
O diabetes tipo 5 foi observado pela primeira vez na década de 1950 em países como Jamaica, onde inicialmente recebeu nomes como diabetes relacionado à desnutrição ou “diabetes tipo J”, e ao longo dos anos foi identificado em diversas regiões da Ásia, África e América Latina. Apesar disso, muitos pacientes eram frequentemente diagnosticados erroneamente com diabetes tipo 1 ou tipo 2, o que dificultava tratamentos adequados e políticas de saúde pública eficazes para esse grupo.
Ao reconhecer o diabetes tipo 5 como uma categoria própria da doença, a IDF também anunciou a criação de um grupo de trabalho internacional que deve desenvolver critérios diagnósticos e diretrizes terapêuticas específicas nos próximos dois anos, promovendo um padrão mais claro para profissionais de saúde distinguirem esta forma das outras variantes de diabetes e oferecendo caminhos melhores para manejo clínico e prevenção.
O reconhecimento formal abre espaço para avançar na pesquisa clínica e no treinamento de médicos para identificar e tratar adequadamente pessoas afetadas, especialmente em contextos de pobreza e insegurança alimentar, onde o diabetes tipo 5 é mais prevalente.
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