Influenciadora contou como uma tatuagem se transformou em um desafio de saúde.
O que começou como um procedimento estético comum acabou se transformando em um dos episódios mais delicados da vida da influenciadora Débora Dunhill. Vivendo atualmente em Portugal, a ex-Miss Bumbum revelou recentemente que enfrentou uma grave complicação de saúde após fazer uma tatuagem na perna.
Segundo Débora, nos primeiros dias após a tatuagem, a reação parecia dentro do esperado. Ela seguiu todos os cuidados básicos após a tatuagem, utilizando inclusive pomadas indicadas para a cicatrização. Com o passar do tempo, porém, a dor começou a aumentar de forma progressiva, e a região tatuada não apresentava melhora. O contraste chamou atenção porque, na mesma semana, ela havia feito outra tatuagem no braço, que cicatrizou normalmente, o que levou os médicos a descartarem uma reação comum ao procedimento.
À medida que o quadro se agravava, atividades simples do dia a dia se tornaram difíceis. A dor intensa comprometeu a mobilidade e fez com que ela tivesse dificuldade para andar, subir escadas e até realizar tarefas básicas em casa.
“Cheguei a dormir na sala, com a perna elevada, porque não conseguia subir escadas. Precisei ser carregada para tomar banho, para comer, para tudo”, afirma. A situação se prolongou por semanas, até que a dor se tornou insuportável. “No dia 8 de outubro, eu não conseguia mais apoiar a perna no chão. Foi quando fui levada ao hospital”, diz.
No atendimento de emergência, o estado da lesão causou preocupação imediata na equipe médica. De acordo com o relato da influenciadora, os profissionais ficaram impressionados com a gravidade do ferimento.
“Eles olharam a minha perna e disseram que nunca tinham visto algo assim. Em um primeiro momento, falaram até em risco de amputação”, relata. A influenciadora afirma que foi submetida a uma série de exames para investigar infecção bacteriana, mas todos os resultados deram negativo. “Foram muitos exames, e nenhum apontou bactéria ou contaminação”, diz.
Com a ausência de infecção confirmada, os médicos passaram a considerar a hipótese de uma reação grave do organismo aos materiais utilizados na tatuagem. Débora conta que a lesão atingiu um nível crítico.
“A perna ficou em um estado muito sério, parecia um ferimento de acidente. Disseram que estava no osso”, afirma.
O tratamento exigiu acompanhamento rigoroso, uso de medicamentos e curativos frequentes, que se estenderam ao longo dos meses de outubro e novembro.
A recuperação foi lenta e exigiu paciência
Durante cerca de dois meses, os cuidados foram praticamente diários, com ajustes graduais conforme o quadro evoluía. Apesar da melhora ao longo do tempo, a influenciadora afirma que ainda convive com sequelas. Segundo ela, não é possível remover ou retocar a tatuagem, e a perna não voltou completamente ao estado anterior.
“Fiquei praticamente dois meses em tratamento. No começo, era tenso todos os dias. Depois, passou a ser dia sim, dia não”, relata. Apesar da melhora gradual, Débora diz que ficou com sequelas visíveis. “Até hoje não posso remover nem retocar a tatuagem, e a perna não voltou ao normal”, afirma.
Ao decidir tornar o caso público, Débora afirma que o objetivo não é causar alarme, mas alertar. Para ela, procedimentos vistos como simples muitas vezes envolvem riscos que são subestimados. O relato também reforça a importância de procurar atendimento médico ao menor sinal de agravamento, já que a intervenção precoce pode ser decisiva para evitar consequências ainda mais graves.
O episódio serve como um lembrete de que tatuagens, embora comuns e amplamente aceitas, são procedimentos invasivos e exigem atenção antes e depois da realização.