Usar o celular no banheiro é hábito corriqueiro, mas segundo pesquisa, torna aparelhos vetores de disseminação de germes e traz riscos para a saúde.
O hábito de levar o celular ao banheiro já virou automático para muita gente, seja para checar mensagens, navegar nas redes sociais ou simplesmente passar o tempo, o aparelho acompanha o usuário nos momentos mais íntimos. O problema disso é que o banheiro é um dos ambientes mais perigosos da casa.
Essa prática, aparentemente inofensiva, pode transformar o seu smartphone em um verdadeiro reservatório de microrganismos. Estudos apontam que celulares podem acumular mais bactérias do que superfícies como assentos sanitários, justamente por estarem em contato constante com as mãos e raramente serem higienizados.
O banheiro concentra partículas invisíveis no ar, especialmente após o uso do vaso sanitário. Esse fenômeno, conhecido como aerossolização, pode espalhar microrganismos pelo ambiente, atingindo superfícies próximas, incluindo o celular.
Como o celular se torna um transmissor de germes
O ciclo de contaminação é simples e preocupante. Ao usar o celular no banheiro, o aparelho entra em contato com partículas contaminadas. Em seguida, ele é levado para outros ambientes, como a cozinha, o quarto e até a mesa de refeições.
Além disso, mesmo após lavar as mãos, muitas pessoas voltam a tocar no celular sem higienizá-lo. Isso reintroduz bactérias na pele, anulando parte da limpeza feita anteriormente.
Uma pesquisa publicada no Scientific Reports indica que esses dispositivos funcionam como “fômites”, objetos capazes de transportar microrganismos de um lugar para outro. Como estão sempre em uso, acabam facilitando a disseminação de germes no dia a dia.
Imagem: Seleções / Thyago Murad
Riscos que vão além da sujeira
A presença constante de bactérias no celular pode aumentar o risco de infecções, especialmente quando há contato com o rosto, boca ou alimentos. Embora nem todos os microrganismos sejam perigosos, o acúmulo contínuo e a falta de higiene criam um ambiente propício para a proliferação de agentes potencialmente nocivos.
O risco se torna ainda maior em locais compartilhados ou quando o aparelho é utilizado por mais de uma pessoa.
Como higienizar o celular corretamente
A limpeza do celular deve ser feita com regularidade, especialmente para quem tem o hábito de utilizá-lo no banheiro. O ideal é desligar o aparelho e utilizar um pano macio levemente umedecido com álcool isopropílico 70%. Evite produtos abrasivos ou excesso de líquido, que podem danificar o dispositivo.
Capas de proteção também devem ser higienizadas, já que acumulam sujeira com facilidade. Sempre que possível, remova a capa e limpe separadamente. Outro cuidado importante é evitar o uso do celular durante a limpeza para garantir que todas as superfícies sejam devidamente higienizadas.
Como higienizar as mãos da forma correta
A higienização das mãos continua sendo uma das medidas mais eficazes para prevenir a disseminação de doenças. O processo deve durar pelo menos 20 segundos e incluir todas as áreas das mãos, como palmas, dorso, entre os dedos, unhas e polegares.
Após a lavagem com água e sabão, é fundamental secar bem as mãos, já que a umidade facilita a transferência de microrganismos. Sempre que não houver acesso a água, o uso de álcool em gel pode ser uma alternativa, desde que aplicado corretamente e em quantidade suficiente.
Imagem: Seleções / Thyago Murad
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