Estudo revela que hipertensão aumentou 31% entre brasileiros, destacando a importância de hábitos saudáveis e prevenção.
O número de brasileiros diagnosticados com hipertensão aumentou 31% nas últimas duas décadas. O dado, divulgado pelo Vigitel 2025, revela um avanço preocupante de uma doença que costuma evoluir em silêncio e só dá sinais quando já provocou danos graves.
De acordo com especialistas, o avanço da hipertensão no país está diretamente ligado ao estilo de vida da população, marcado por alimentação mais industrializada, sedentarismo, estresse e rotina acelerada.
O que é hipertensão e por que ela preocupa?
“A pressão arterial é a força que o sangue exerce contra as paredes das artérias. Quando esses níveis se mantêm elevados de forma persistente, o coração precisa trabalhar mais para bombear o sangue, o que pode causar danos aos vasos sanguíneos e a órgãos como coração, cérebro e rins”, explica o Dr. Celso Amodeo, cardiologista e nefrologista do hospital Hcor, especialista em hipertensão arterial.
O dados da Vigitel reforçam o que médicos cardiologistas vêm alertando há algum tempo: a hipertensão continua sendo um dos maiores desafios de saúde pública no país. Muitas vezes sem sintomas, a condição pode passar anos sem ser percebida. Isso dificulta o diagnóstico que, em grande parte dos casos, só acontece após complicações como o acidente vascular cerebral ou o infarto.
De acordo com o Hcor, a hipertensão está diretamente relacionada às principais causas de morte no país. Todos os anos, mais de 300 mil pessoas morrem em decorrência de AVC e infarto. Isso representa, em média, uma morte a cada dois minutos. E os cardiologistas estimam que cerca de 80% dos casos de AVC estejam ligados à pressão alta não controlada.
A nova classificação da pressão arterial
Uma das mudanças recentes que têm gerado dúvidas é a atualização das diretrizes médicas sobre os níveis de pressão arterial.
Segundo as recomendações mais recentes da Sociedade Brasileira de Cardiologia, em conjunto com outras entidades, a pressão de 12 por 8 (120/80 mmHg) passou a ser considerada um estado de atenção, classificado como pré-hipertensão.
Isso não significa que a pessoa tenha a doença, mas indica a necessidade de cuidado. “Trata-se de um ponto de atenção, uma oportunidade de agir antes que a hipertensão se desenvolva”, explica o Dr. Celso Amodeo.
De acordo com o cardiologista, a nova classificação tem justamente o objetivo de incentivar a prevenção, antes que o problema se torne mais sério. Além disso, essa abordagem também ajuda a evitar sobrecarga no sistema de saúde, ao estimular mudanças de hábito em estágios iniciais.
Como se proteger da hipertensão
Apesar do crescimento dos casos, a hipertensão é considerada uma condição altamente prevenível e controlável. Pequenas mudanças no dia a dia podem fazer uma grande diferença ao longo do tempo.
“Reduzir o consumo de sal e de alimentos ultraprocessados, praticar cerca de 150 minutos de atividades físicas por semana, evitar o tabagismo, regular o consumo de álcool e monitorar constantemente a pressão, especialmente após os 40 anos de idade, são algumas etapas fundamentais para se prevenir contra a doença”, explica o especialista.
Mais do que tratar a hipertensão, o foco dos especialistas tem sido evitar que ela se desenvolva. Sendo assim, não esqueça de marcar consultar regulares para fazer o acompanhamento da sua saúde.
Diante de uma doença silenciosa, a informação continua sendo uma das principais formas de prevenção. Entender os riscos, acompanhar a pressão e adotar hábitos mais saudáveis pode ser decisivo para evitar complicações no futuro.
Aviso médico importante!
Este conteúdo foi produzido com informações fornecidas pelo Hospital do Coração (Hcor) e tem caráter educativo e informativo. Ele não substitui avaliação, diagnóstico ou tratamento médico profissional. As recomendações práticas descritas aqui são gerais. Sempre consulte seu médico antes de alterar hábitos relacionados à saúde. Em caso de emergência, ligue imediatamente para o SAMU (192) ou Bombeiros (193).
ⓘ Este artigo foi revisado pela equipe editorial de saúde do nosso veículo em 20 de abril de 2026 e está em conformidade com nossa Política Editorial de Conteúdo Médico.