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Estudo revela que bebês nascem com uma habilidade impressionante e surpreende cientistas

Pesquisa revela novas informações acerca das habilidades humanas após o nascimento e surpreende.

Thyago Murad | 11 de Fevereiro de 2026 às 09:35

Pesquisadores descobrem forma com a qual cérebro de recém nascidos funciona. - Reprodução / Freepik

Um novo estudo publicado na revista científica PLOS Biology mostrou que recém-nascidos já têm uma habilidade cognitiva surpreendente nos primeiros dias de vida. Os pesquisadores descobriram que os cérebros de bebês respondem a padrões rítmicos de música mesmo quando eles ainda estão dormindo, indicando que a percepção do ritmo pode ser inata e estar presente desde o nascimento. 

Entenda a pesquisa

O trabalho científico analisou 49 recém-nascidos expostos a composições musicais enquanto dormiam, com suas ondas cerebrais monitoradas por eletroencefalografia. Os cientistas tocaram versões originais de peças de piano e versões alteradas em que a melodia ou o ritmo foram modificados. 

A atividade cerebral mostrou que os bebês reagiram de forma inesperada quando o ritmo mudava, sinalizando que eles esperavam que a sequência continuasse de um jeito específico. Essa resposta é considerada uma forma de “previsão cerebral”, um mecanismo ligado à forma como o cérebro processa padrões e estruturas temporais. 

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De acordo com os autores da pesquisa, liderados pela cientista Roberta Bianco do Instituto Italiano de Tecnologia, essa capacidade rítmica é diferente da percepção melódica. Enquanto os recém-nascidos mostraram sensibilidade ao ritmo, eles não demonstraram a mesma antecipação em relação à melodia, sugerindo que a habilidade de seguir padrões temporais pode ser mais fundamental e universal na arquitetura cerebral humana, enquanto a percepção musical complexa pode se desenvolver com o tempo e a experiência. 

Os pesquisadores também destacaram que essas habilidades cognitivas podem estar ligadas a experiências sensoriais já no útero, como a percepção do batimento cardíaco materno, que cria um padrão rítmico constante para o feto. Essa base biológica para antecipar ritmos poderia ajudar não apenas na música, mas também em outras áreas do desenvolvimento neurológico e da aprendizagem, como na forma como o cérebro processa a fala e organiza sequências temporais de sons.  


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