Especialista do INCA fala sobre crescimento do câncer colorretal entre pessoas mais jovens e alerta para sintomas da enfermidade.
O câncer colorretal, tumor que atinge o cólon e o reto, é tido como uma enfermidade mais comum em pessoas acima dos 50 anos. Contudo, de acordo com especialistas do INCA, há um crescimento da condição em indivíduos mais jovens, o que reforça a necessidade de conscientizar acerca da doença.
Sobre o aumento de casos entre adultos jovens
Pesquisas e relatos clínicos indicam que a incidência de câncer colorretal em pessoas com menos de 50 anos tem crescido de forma constante nas últimas décadas. Essa tendência foi observada em diversos países e agora também se reflete no Brasil, onde especialistas alertam que jovens frequentemente chegam ao diagnóstico em estágios mais avançados, em parte porque os protocolos tradicionais de rastreamento começam tardiamente e nem sempre levam em conta esse crescimento entre adultos jovens.
O INCA destaca que os números gerais de câncer no país continuam a subir, com estimativas de cerca de 781 mil novos casos por ano entre 2026 e 2028, e que o câncer colorretal está entre os tipos de maior relevância, ocupando lugar de destaque tanto entre homens quanto entre mulheres.
“A gente tem, sim, uma percepção clara de aumento da incidência em pacientes mais jovens, e essa percepção corresponde aos números que temos hoje. É verdade que trabalhamos com estimativas e não com números absolutos, mas, mesmo assim, o aumento existe. Talvez não na dimensão que às vezes aparece no debate público, mas ele é real”, explicou o diretor-geral do Instituto Nacional de Câncer, Roberto de Almeida Gil, ao G1.
Diante desse cenário, autoridades em saúde e especialistas têm sugerido a necessidade de revisar a idade inicial para exames de rastreamento do câncer colorretal. Tradicionalmente, a recomendação para populações de risco médio prevê a realização de colonoscopia ou testes de sangue oculto nas fezes a partir dos 50 anos, mas o avanço da doença em adultos mais jovens têm levado à discussão sobre começar esses exames mais cedo, possivelmente aos 45 anos ou até antes em determinados casos, como acontece em outros países que já ajustaram suas diretrizes.
É necessário se atentar para sintomas como sangue nas fezes, alterações persistentes no hábito intestinal, dor abdominal e perda de peso inexplicada devem ser investigados com atenção por um médico, mesmo em adultos mais jovens, pois podem ser sinais de alerta para o câncer colorretal ou outras condições graves.
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