Anvisa proíbe 'café de açaí' e lote de marca de azeite

Entenda os motivos pelos quais a Anvisa proibiu um 'café de açaí' e um lote específico de marca de azeite.

Thyago Murad | 6 de Fevereiro de 2026 às 10:22

Órgão regulador retira marca de café de circulação. - Reprodução / Freepik

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou a proibição da comercialização de um produto vendido como “café de açaí” e de um lote de azeite de oliva extravirgem, além de suspender a venda de glitters usados na culinária após constatar irregularidades que podem colocar em risco a saúde dos consumidores. 

Entenda o motivo das proibições

O chamado “café de açaí” da marca Du Brasil era comercializado como um suplemento alimentar com alegações de tratamento para doenças como diabetes e fibromialgia, mesmo sem comprovação científica ou autorização das autoridades sanitárias.

A Anvisa verificou que o produto continha um componente que não estava autorizado para uso em alimentos ou suplementos e que o rótulo trazia alegações terapêuticas proibidas, associando-o indevidamente à prevenção ou cura de doenças que exigem acompanhamento médico especializado. 

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Além disso, a fiscalização apontou origem desconhecida da matéria-prima, ausência de notificação sanitária obrigatória e armazenamento inadequado, fatores que agravam as irregularidades. Diante disso, a agência determinou a interdição e a proibição total da fabricação, comercialização, distribuição, importação, propaganda e uso do produto em todo o país.

Já no caso do azeite de oliva extravirgem da marca Campo Ourique, do lote fabricado em 288/04/2024, a agência destacou que o produto apresentou origem desconhecida, falhas no rótulo e resultados insatisfatórios em análises laboratoriais oficiais. Testes realizados por laboratórios acreditados apontaram que o lote não atendia aos padrões sanitários exigidos, o que motivou a proibição da sua comercialização em todo o território nacional para evitar riscos ao consumidor. 

Para se proteger, os consumidores devem sempre verificar a existência de notificação ou registro sanitário válido, checar as informações no rótulo e evitar adquirir produtos com promessas de tratamento de doenças sem respaldo técnico reconhecido. 


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