Saiba o que a medicina diz sobre os hábitos cotidianos que são capazes de prejudicar a saúde cerebral e causar o envelhecimento cognitivo.
Você sabia que os hábitos corriqueiros podem influenciar diretamente na saúde cerebral? Pesquisas recentes em neurociência reforçam que o modo como vivemos no dia a dia tem impacto direto sobre a saúde do cérebro e pode ditar o ritmo de envelhecimento desse órgão essencial.
Estudos mostram que fatores de estilo de vida se refletem não apenas na aparência ou funções corporais, mas também podem alterar o que pesquisadores chamam de “idade cerebral”, ou seja, o quanto o cérebro parece envelhecido em comparação com a idade cronológica da pessoa.
Comportamentos que podem envelhecer o cérebro
Especialistas alertam que alguns comportamentos comuns estão associados a um envelhecimento cerebral mais acelerado. Dados de um estudo publicado recentemente indicam que aspectos como sono de má qualidade, estresse crônico e isolamento social podem fazer com que o cérebro pareça biologicamente mais velho do que de fato é. Nessa mesma linha de pesquisa, a falta de hábitos saudáveis foi associada a um envelhecimento cerebral mais rápido, mesmo após levar em conta fatores como condições médicas e dores crônicas.
Alguns dos principais hábitos que podem acelerar o desgaste das funções cognitivas são: dormir pouco ou mal, o que prejudica processos essenciais como a consolidação de memórias e a remoção de resíduos metabólicos durante o sono.
Além disso, níveis altos de estresse também podem elevar a produção de hormônios como o cortisol, que quando persistentes prejudicam os neurônios e podem comprometer a capacidade de aprendizado e memória. Situações de isolamento social e falta de apoio emocional também estão entre os comportamentos associados a maior risco de declínio cognitivo em longo prazo, segundo neurocientistas que pesquisam o tema.
Outro comportamento que costuma ser citado entre os fatores prejudiciais para o cérebro é o sedentarismo e a falta de atividade física. Isso porque a circulação sanguínea desempenha um papel essencial no transporte de oxigênio e nutrientes para o tecido cerebral, e sua deficiência pode enfraquecer conexões neurais com o tempo.
Segundo o neurocirurgião João Vitor Lima, membro da SBN, Sociedade Brasileira de Neurocirurgia, em entrevista à Revista GQ, é necessário ter atenção para os hábitos citados acima a fim de evitar o envelhecimento precoce do cérebro.
“Evitar o sedentarismo, o isolamento social, a má alimentação, a privação de sono, a multitarefa constante e a negligência com a saúde auditiva e visual são atitudes essenciais para preservar a saúde cerebral e reduzir o risco de declínio cognitivo”, recomendou o profissional.
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