Entenda o motivo pelo qual a Anvisa proibiu suplementos alimentares e saiba quais produtos foram afetados.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou nas últimas semanas o recolhimento e a proibição da comercialização de suplementos alimentares produzidos por algumas empresas, em ações que visam proteger a saúde do consumidor diante de irregularidades graves encontradas nos processos de fabricação e comercialização dos produtos. Fique conosco para saber os produtos afetados e entender o motivo!
Quais suplementos alimentares foram proibidos pela Anvisa?
Em decisão publicada no Diário Oficial da União por meio da Resolução-RE nº 770/2026, a agência reguladora vetou produtos da Bioghen Suplementos Nutricionais Ltda e outras fábricas também apontadas pela agência.
A determinação ocorreu após uma inspeção sanitária realizada entre os dias 11 e 13 de fevereiro de 2026, quando fiscais detectaram problemas significativos nas instalações e nos processos de fabricação.
Entre as irregularidades, foram constatadas condições físicas inadequadas para o volume de produção, sistemas de ventilação e exaustão insuficientes, limpeza deficiente em áreas críticas e falhas na organização e segregação de materiais armazenados. Essas condições comprometem a segurança sanitária dos produtos e podem elevar o risco de contaminação do conteúdo.
Além disso, a agência identificou deficiências no sistema de gestão da qualidade e nos registros de produção, a ausência de um Programa de Controle de Alergênicos e a falta de advertências nos rótulos sobre risco de contaminação cruzada, o que pode colocar em perigo pessoas com alergias ou sensibilidades alimentares.
Esses fatores foram determinantes para que a Anvisa suspendesse a fabricação, a distribuição, a divulgação, o uso e o consumo de todos os produtos da empresa até que as falhas sejam corrigidas e a segurança sanitária seja garantida.
O que isso significa para o consumidor
Com a proibição em vigor, todos os produtos abrangidos pela resolução devem ser retirados das prateleiras de pontos de venda físicos e plataformas digitais, e os consumidores que já adquiriram esses itens são orientados a não utilizá-los, independentemente de terem sido abertos ou não. É recomendável que sejam descartados ou, se possível, devolvidos ao estabelecimento onde foram comprados, sempre observando as orientações de descarte seguro.
A Anvisa reforça que a população deve atentar à presença do número de regularização sanitária no rótulo de suplementos, o que indica que o produto foi avaliado e segue as normas exigidas no Brasil. Produtos sem esse número, sem informações claras sobre composição ou com promessas terapêuticas implícitas devem ser evitados, pois podem representar riscos à saúde.
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