Adivinhas são formas divertidas de você interagir com seus amigos. Selecionamos algumas adivinhas engraçadas e inusitadas. Divirta-se!
Os adivinhas, assim como as charadas, são formas divertidas de você interagir com seus filhos e amigos. Além de provocarem risadas, elas convidam as crianças a prestar atenção nas palavras, pensar em diferentes possibilidades e tentar encontrar respostas inesperadas.
Para deixar a brincadeira ainda mais divertida, vale fazer uma pausa antes de revelar a solução. Assim, a criança tem tempo para formular hipóteses, explicar o próprio raciocínio e até criar novas adivinhas. Para garantir a sua diversão, selecionamos algumas adivinhas engraçadas e inusitadas. Divirta-se!
29 adivinhas divertidas para fazer com as crianças
Os advinhas proporcionam momentos únicos. - Reprodução / Freepik
1. O que é, o que é? É feito para andar e mas não sai do lugar.
Resposta: A rua.
2. O que é, o que é? Tem cabeça e tem dente, não é bicho e nem é gente.
Resposta: O alho.
3. O que é que uma impressora disse para a outra?
Resposta: Essa folha é tua ou é impressão minha?
4. O que é que o 4 disse para o 40?
Resposta: Passa a bola.
5. O que é que anda com os pés na cabeça?
Resposta: O piolho.
6. O que é que o cavalo foi fazer no orelhão?
Resposta: Passar um trote.
7. Qual é o animal que não vale mais nada?
Resposta: O javali.
8. Qual é o vinho que não tem álcool?
Resposta: O-vinho de codorna.
9. O que é aquilo que a foca mais gosta?
Resposta: Fofoca.
10. O que é que mesmo atravessando o rio não se molha?
Resposta: A ponte.
11. O que é que o zero disse para o oito?
Resposta: Me empresta o seu cinto?
12. O que é, o que é? Todo mês tem, menos abril.
Resposta: A letra “o”.
13. O que é aquilo que quanto maior fica, menos se vê?
Resposta: A escuridão.
14. O que é que no instante em que se diz o seu nome quebra?
Resposta: O silêncio.
A brincadeira estimula a criatividade. - Reprodução / Freepik
15. O que é, o que é? Tem coroa, mas não é rei; tem espinho, mas não é peixe.
Resposta: O abacaxi.
16. O que é que quanto mais a gente perde mais a gente tem?
Resposta: O sono.
17. Qual a palavra que tem oito letras e tirando metade ainda ficam oito?
Resposta: Biscoito.
18. O que é, o que é? Tem mãos, mas não consegue bater palmas.
Resposta: O relógio.
19. O que é, o que é? Tem pescoço, mas não tem cabeça.
Resposta: A garrafa.
20. O que é, o que é? Quanto mais seca, mais molhada fica.
Resposta: A toalha.
21. O que é, o que é? Tem dentes, mas não consegue morder.
Resposta: O pente.
22. O que é, o que é? Pode passar diante do sol sem fazer sombra.
Resposta: O vento.
23. O que é, o que é? Tem folhas, mas não é árvore; tem capa, mas não é super-herói.
Resposta: O livro.
24. O que é, o que é? Entra na água, mas não se molha.
Resposta: O reflexo.
25. O que é, o que é? Tem cidades, rios e montanhas, mas não tem casas, água nem pedras.
Resposta: O mapa.
26. O que é, o que é? Quanto mais você tira, maior ele fica.
Resposta: O buraco.
Os advinhas podem ajudar a entreter os pequenos. - Reprodução / Freepik
27. O que é, o que é? Fica cheio de buracos, mas consegue segurar água.
Resposta: A esponja.
28. O que é, o que é? Tem uma única perna, mas não consegue andar.
Resposta: A mesa.
29. O que é, o que é? Nasce grande e morre pequeno.
Resposta: O lápis.
Quais são os benefícios das adivinhas para a cognição das crianças?
As adivinhas não são apenas uma forma de entretenimento. Quando a criança tenta descobrir uma resposta, ela precisa compreender a pergunta, observar pistas, considerar possibilidades e relacionar palavras a situações conhecidas.
Esse processo pode mobilizar diferentes habilidades cognitivas, especialmente quando a brincadeira acontece com a participação de adultos ou de outras crianças. Ainda assim, é importante ter cautela: uma rodada de adivinhas não funciona como um treinamento capaz de garantir melhora geral da inteligência. Os benefícios dependem da idade, da frequência, do tipo de atividade e da maneira como ela é conduzida.
1. Estímulo à linguagem e ao vocabulário
Muitas adivinhas brincam com duplos sentidos, rimas, sons parecidos e significados inesperados. Para resolvê-las, a criança precisa compreender o enunciado e perceber que uma mesma palavra pode ser interpretada de maneiras diferentes.
Um estudo publicado no Journal of Experimental Child Psychology analisou a compreensão e a apreciação de adivinhas por crianças de 4 a 11 anos. Os pesquisadores observaram que o vocabulário estava associado a uma melhor compreensão do humor presente nessas brincadeiras.
A pesquisa também mostrou que rir não significa necessariamente que a criança entendeu a piada ou a lógica da adivinha. Por isso, depois de apresentar uma pergunta, vale conversar sobre a resposta e perguntar o que fez sentido para ela.
2. Desenvolvimento do raciocínio e da flexibilidade mental
Algumas adivinhas parecem ter uma resposta óbvia, mas escondem uma mudança de perspectiva. A criança pode imaginar uma situação concreta e, depois, perceber que a pergunta estava usando uma palavra em sentido figurado ou fazendo um trocadilho.
Esse movimento exige flexibilidade mental, ou seja, a capacidade de abandonar uma hipótese inicial e considerar outra possibilidade.
A habilidade também aparece em outros tipos de brincadeira. Uma revisão sistemática sobre brincadeiras orientadas identificou resultados positivos em aspectos como troca de regras, raciocínio matemático e funções executivas, embora os efeitos variassem conforme a atividade e o resultado analisado.
3. Exercício da atenção e da memória de trabalho
Para resolver uma adivinha, a criança precisa escutar ou ler a pergunta, guardar as pistas e compará-las com informações que já conhece. Esse processo envolve atenção e memória de trabalho, usada para manter e manipular informações por um curto período.
A atividade pode ficar mais interessante quando o adulto repete a pergunta, destaca uma pista ou pede que a criança explique como chegou à resposta.
Um estudo publicado em 2026 na revista Acta Psychologica avaliou brincadeiras de movimento, quebra-cabeças e linguagem com crianças de 4 e 5 anos. Os resultados indicaram melhorias em aspectos das funções executivas, como controle inibitório e flexibilidade cognitiva, em comparação com um grupo de controle. As atividades de linguagem também apresentaram efeitos consistentes em diferentes momentos da avaliação.
Embora o estudo não tenha investigado especificamente adivinhas, ele ajuda a mostrar como brincadeiras estruturadas que envolvem linguagem, regras e participação ativa podem mobilizar habilidades cognitivas.
4. Incentivo à criatividade e à formulação de hipóteses
Nem sempre a criança encontra a resposta correta na primeira tentativa. E isso faz parte da brincadeira. Ao pensar em soluções diferentes, ela aprende a testar hipóteses, lidar com erros e tentar novamente. O adulto pode estimular esse processo sem entregar a resposta imediatamente. Uma boa estratégia é perguntar:
- “Que outra resposta poderia ser?”
- “Qual pista da pergunta fez você pensar nisso?”
- “O que aconteceria se a gente interpretasse essa palavra de outro jeito?”
- “Você consegue inventar uma adivinha parecida?”
Esse tipo de conversa transforma a atividade em uma oportunidade de argumentação e criação, não apenas em um desafio para acertar.
5. Fortalecimento da interação social
Adivinhas também podem ser uma atividade coletiva. Uma pessoa faz a pergunta, outra tenta responder e as demais ajudam a pensar em possibilidades. Durante o processo, as crianças aprendem a esperar sua vez, ouvir opiniões e lidar com respostas diferentes.
O caráter social da brincadeira pode ser tão importante quanto a solução final. Quando o ambiente é descontraído, a criança tende a se sentir mais à vontade para arriscar respostas, fazer perguntas e compartilhar ideias.
A pesquisa sobre compreensão infantil de adivinhas também relaciona o humor ao desenvolvimento da linguagem e às relações sociais. Por isso, o ideal é evitar transformar a brincadeira em uma competição rígida. O objetivo principal deve ser conversar, imaginar e se divertir.