Veja os hábitos para a saúde do coração que podem ajudar a reduzir o risco cardiovascular, como atividade física, boa alimentação, sono e check-up.
Cuidar do coração não precisa começar com uma mudança radical na rotina, viu? Na realidade, pequenas escolhas podem ser feitas todos os dias e fazer total diferença para a saúde cardiovascular.
Praticar atividades físicas, prestar atenção ao que vai para o prato, dormir bem, controlar o estresse, não fumar e manter o acompanhamento médico em dia estão entre os hábitos para a saúde do coração que podem ajudar a reduzir o risco de doenças cardiovasculares.
As doenças cardiovasculares continuam entre as principais causas de morte no Brasil e no mundo. De acordo com dados do Cardiômetro, da Sociedade Brasileira de Cardiologia, elas representam cerca de 30% dos óbitos no país.
O risco cardiovascular também não costuma depender de uma única escolha. Sedentarismo, hipertensão, colesterol elevado, tabagismo, diabetes, excesso de peso e estresse podem se acumular ao longo do tempo.
Por isso, olhar para a própria rotina pode ser uma forma prática de começar a cuidar do coração, especialmente durante o setembro vermelho.
Hábitos para a saúde do coração: por onde começar?
Não é necessário tentar mudar tudo de uma vez. A consistência é mais importante do que adotar medidas radicais por pouco tempo.
A atividade física pode entrar aos poucos na rotina. A alimentação pode ganhar mais espaço para alimentos naturais. O sono pode receber mais atenção. E consultas periódicas ajudam a acompanhar indicadores importantes, mesmo quando não existem sintomas.
Confira seis hábitos que podem contribuir para a prevenção de problemas cardiovasculares.
1. Pratique atividades físicas regularmente
Mexer o corpo está entre os principais hábitos para a saúde do coração. Caminhada, corrida, natação e ciclismo são exemplos de atividades aeróbicas que ajudam no condicionamento cardiovascular. A prática também contribui para controlar o peso, reduzir a pressão arterial e melhorar os níveis de colesterol.
A recomendação geral apresentada pela Rede D’Or é de pelo menos 150 minutos de atividade aeróbica por semana. O fortalecimento muscular também tem seu espaço, com opções como musculação e pilates.
Para quem tem alguma doença já diagnosticada, a atividade física deve ser avaliada previamente por um médico. Para o público em geral, a caminhada aparece como uma possibilidade de entrada na prática de exercícios.
O importante é encontrar uma atividade que faça sentido para a rotina. Dançar, pedalar ou caminhar podem ser alternativas para quem não gosta de treinos tradicionais.
2. Tenha uma alimentação equilibrada
O que aparece com frequência no prato também está relacionado à saúde cardiovascular. A orientação é priorizar alimentos naturais e reduzir o consumo de ultraprocessados, embutidos, excesso de sal, gorduras trans, açúcar refinado e bebidas açucaradas.
Frutas, legumes, verduras, grãos integrais e leguminosas, como feijão e grão-de-bico, aparecem entre as opções de uma alimentação voltada à proteção do coração. Castanhas, nozes, azeite de oliva e peixes também são citados.
O Hospital Sírio-Libanês reforça que uma alimentação saudável não significa necessariamente seguir dietas restritivas. A ideia é priorizar alimentos mais naturais e evitar excessos.
Essa mudança pode ser feita de maneira gradual. Trocar alguns alimentos ultraprocessados por opções mais naturais já modifica a rotina sem exigir uma transformação completa do cardápio.
3. Não fume
O cigarro está entre os principais fatores de risco para doenças cardiovasculares. As substâncias presentes no tabaco provocam inflamação, prejudicam os vasos sanguíneos e favorecem o acúmulo de placas de gordura nas artérias. Com isso, aumenta o risco de problemas como infarto e AVC.
O cigarro também eleva a pressão arterial, reduz a oxigenação do sangue e faz o coração trabalhar mais. Mesmo quem fuma há muitos anos pode diminuir significativamente os riscos ao abandonar o hábito.
Por isso, evitar o tabagismo está entre os hábitos para a saúde do coração que merecem atenção. O cuidado não está apenas em evitar o cigarro diariamente, mas em abandonar o hábito.
4. Preste atenção ao peso
O excesso de peso está associado a um risco cardiovascular maior. Ele favorece o desenvolvimento de condições como hipertensão, diabetes e colesterol elevado. A concentração de gordura na região abdominal também está associada a um risco maior de complicações cardíacas.
Nesse contexto, o controle do peso aparece como uma questão de saúde, e não apenas de aparência. Alimentação equilibrada e atividade física fazem parte das medidas apresentadas para reduzir fatores de risco cardiovasculares.
A ideia não é transformar a rotina em uma busca constante por um determinado padrão corporal. O foco está nos fatores que podem ser controlados para proteger a saúde.
5. Durma bem
O sono também entra na lista de hábitos para a saúde do coração. Dormir pouco ou ter noites de sono ruins pode aumentar a pressão arterial, desregular hormônios e favorecer o ganho de peso. Distúrbios do sono, como a apneia, também estão associados a um risco maior de arritmias e outras doenças cardiovasculares.
Manter horários regulares e buscar entre sete e nove horas de sono por noite estão entre as recomendações apresentadas pela Rede D’Or. O Hospital Sírio-Libanês também recomenda criar uma rotina de horários e evitar telas como celular, televisão e computador antes de dormir.
Na prática, isso significa que cuidar do coração também envolve respeitar o momento de descanso.
6. Faça acompanhamento médico regularmente
Nem toda alteração cardiovascular provoca sintomas logo no início. Por isso, manter consultas e exames em dia pode ajudar a identificar mudanças antes que elas evoluam para problemas mais graves. O acompanhamento periódico permite monitorar pressão arterial, colesterol e glicose no sangue, além de outros fatores de risco individuais.
O tipo de avaliação necessária pode variar de acordo com cada pessoa. Entre os exames utilizados na investigação de problemas cardiovasculares estão eletrocardiograma, ecocardiograma, teste de esforço, exames de sangue, monitoramento da pressão arterial e Holter.
Ter acompanhamento médico também é especialmente importante para quem possui fatores de risco ou histórico familiar de doenças cardiovasculares.
Estresse também pode afetar a saúde do coração
Além dos seis hábitos, controlar o estresse aparece como outro cuidado importante nas fontes consultadas.
O estresse constante pode elevar a pressão e os batimentos cardíacos. Também pode favorecer comportamentos que prejudicam a saúde, como sedentarismo e alimentação inadequada.
Meditação, respiração profunda, leitura, música e hobbies são algumas das atividades indicadas para aliviar a tensão. Ter apoio emocional e manter relações saudáveis também pode contribuir para lidar melhor com o estresse.
O sono inadequado também aparece relacionado ao estresse e à saúde cardiovascular. Por isso, diferentes aspectos da rotina acabam se conectando.
Quais sinais do coração merecem atenção?
Alguns problemas cardiovasculares podem se desenvolver silenciosamente. Ainda assim, determinados sintomas não devem ser ignorados. Dor ou pressão no peito, falta de ar, cansaço excessivo mesmo em repouso, batimentos irregulares ou acelerados, inchaço nos pés ou pernas, tontura e desmaios estão entre os sinais que merecem avaliação médica.
Cansaço fora do habitual, palpitações, falta de ar aos esforços e dores no peito também podem ser sinais de alterações cardiovasculares. Quando esses sintomas aparecem de forma persistente, não é uma boa ideia simplesmente atribuí-los ao estresse ou à correria. A avaliação profissional ajuda a entender o que está acontecendo.
Cuidar do coração não depende de uma única decisão, na realidade, é necessário tomar uma série de diferentes atitudes ao longo do tempo que pode ajudar a controlar fatores de risco.
Movimentar o corpo, melhorar a alimentação, não fumar, cuidar do peso, dormir bem e manter consultas e exames em dia formam uma rotina de prevenção. O controle do estresse também entra nessa conta.
A principal ideia é começar de onde for possível para você. Por exemplo, uma caminhada pode ser o primeiro passo, uma noite de sono mais regular pode ser outro. Trocar alguns alimentos ultraprocessados por opções mais naturais também conta.
Quando essas escolhas se tornam parte da rotina, o cuidado deixa de ser uma promessa para depois e passa a fazer parte do dia a dia.