Entenda por que 21 de setembro é o Dia Nacional de Conscientização sobre o Alzheimer, quais são os principais sintomas e formas de acompanhamento.
O dia 21 de setembro é marcado por uma importante campanha de saúde: o Dia Nacional de Conscientização da Doença de Alzheimer. A data chama atenção para uma condição neurodegenerativa que provoca perda progressiva de funções cognitivas e pode mudar não apenas a rotina de quem recebe o diagnóstico, mas também a de familiares e cuidadores.
A escolha do dia não aconteceu apenas no Brasil. A Associação Internacional do Alzheimer estabeleceu 21 de setembro como o Dia Mundial de Conscientização da Doença de Alzheimer. A proposta é ampliar a divulgação de informações sobre sintomas, tratamento e cuidados com as pessoas diagnosticadas.
Por aqui, a data ganhou reconhecimento oficial em 2008. A Lei nº 11.736/2008 instituiu o Dia Nacional de Conscientização da Doença de Alzheimer, com o objetivo de esclarecer a população sobre a condição e sobre a importância da participação de familiares e amigos nos cuidados.
Mas por que dedicar um dia inteiro à conscientização sobre o Alzheimer? A resposta passa pelo impacto da doença, pela necessidade de reconhecer seus sinais e pela importância de buscar acompanhamento.
Por que o dia 21 de setembro é o Dia Nacional de Conscientização sobre o Alzheimer?
A data foi escolhida internacionalmente pela Associação Internacional do Alzheimer para fortalecer a disseminação de informações sobre a doença. No Brasil, o reconhecimento nacional veio por meio da Lei nº 11.736, de 2008.
A iniciativa tem um objetivo direto: tornar o Alzheimer mais conhecido pela população. Isso envolve falar sobre os sinais que podem aparecer ao longo da evolução da doença, as possibilidades de tratamento e a participação de familiares e amigos na rotina de cuidados.
A conscientização também ajuda a diferenciar alterações que precisam de avaliação médica de situações que podem ser percebidas como simples esquecimentos do cotidiano.
O que é o Alzheimer?
O Alzheimer é uma doença neurodegenerativa que provoca deterioração progressiva das funções cognitivas. Entre as manifestações estão alterações de memória, comportamento e personalidade, que podem interferir nas atividades de trabalho e nas relações sociais.
A condição costuma aparecer principalmente a partir dos 65 anos e é considerada a forma mais comum de demência neurodegenerativa em pessoas idosas.
A Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia também descreve a doença como uma condição caracterizada pela deterioração da memória e de outras funções cognitivas, acompanhada pelo comprometimento progressivo das atividades da vida diária.
O avanço da doença pode fazer com que a pessoa precise de cada vez mais auxílio para realizar tarefas cotidianas.
E esse impacto não fica restrito ao paciente. A Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo destaca que o Alzheimer afeta também as pessoas que convivem com quem recebeu o diagnóstico, já que, na maior parte dos casos, o cuidador é alguém da própria família.
Quais são os principais sintomas do Alzheimer?
Os primeiros sinais podem envolver principalmente a memória recente. Entre os exemplos apresentados pelo Ministério da Saúde e reproduzidos pela Rádio Senado estão a dificuldade para lembrar acontecimentos recentes e a repetição da mesma pergunta várias vezes. Também podem surgir problemas para realizar tarefas de rotina, como seguir por um caminho conhecido.
Outras manifestações incluem irritabilidade, dificuldade para encontrar palavras e problemas para expressar ideias ou sentimentos. A pessoa também pode interpretar de maneira equivocada determinados estímulos visuais ou auditivos.
A Prefeitura de São Paulo acrescenta outros sinais que podem aparecer com a progressão da condição. Entre eles estão dificuldade para acompanhar conversas ou pensamentos mais complexos, problemas para elaborar estratégias diante de situações cotidianas, suspeitas injustificadas, agressividade, passividade e tendência ao isolamento.
Essas alterações não aparecem necessariamente todas ao mesmo tempo. A condição é progressiva e pode apresentar diferentes estágios.
Quais são os estágios do Alzheimer?
Forma inicial
Na fase inicial, podem surgir alterações de memória, personalidade e habilidades visuais e espaciais. A perda de memória relacionada a acontecimentos recentes é apontada como um dos sinais mais característicos desse momento.
Forma moderada
Com a progressão, podem aparecer dificuldades para falar, realizar tarefas simples e coordenar movimentos. Agitação e insônia também estão entre as manifestações descritas nessa fase.
Forma grave
Na fase grave, a pessoa pode apresentar resistência para realizar tarefas diárias, incontinência urinária e fecal, dificuldade para se alimentar e deficiência motora progressiva.
Forma terminal
No estágio terminal, podem ocorrer restrição ao leito, mutismo, dor durante a deglutição e infecções recorrentes. A evolução não representa apenas uma sequência de esquecimentos. Conforme a doença avança, diferentes funções podem ser comprometidas e a necessidade de cuidados aumenta.
Por que o Alzheimer também afeta os familiares?
O diagnóstico muda a rotina de quem recebe a doença e também pode transformar a dinâmica da família. A Prefeitura de São Paulo ressalta que, na maior parte dos casos, o cuidador é um familiar. Isso faz com que o acompanhamento cotidiano passe a envolver outras pessoas além do paciente.
A própria conscientização nacional sobre o Alzheimer considera essa participação importante. A lei que instituiu a data no Brasil estabeleceu como objetivo esclarecer a população sobre a importância da participação de familiares e amigos nos cuidados oferecidos às pessoas com a doença.
Esse aspecto ajuda a explicar por que o 21 de setembro não é apenas uma data voltada para informações médicas. A conscientização também envolve a realidade de quem acompanha a pessoa diagnosticada.
Existe cura para o Alzheimer?
Atualmente, não existe cura para a doença de Alzheimer. O tratamento tem como objetivo retardar sua evolução e preservar pelo maior tempo possível as funções intelectuais e executivas.
A doença não tem cura e a detecção mais precoce aumenta as possibilidades de atenuar os sintomas com medicamentos. O acompanhamento pode ser realizado por profissionais como psiquiatras, geriatras e neurologistas especializados na doença.
O diagnóstico considera a história clínica da pessoa e pode envolver testes de rastreamento da memória e exames. Entre os procedimentos estão exames de sangue, urina e exames de imagem, como tomografia ou ressonância magnética do crânio.
O que pode ajudar na prevenção do Alzheimer?
Há fatores modificáveis relacionados aos hábitos de vida. Entre eles estão evitar o sedentarismo, o tabagismo, o consumo excessivo de álcool e o isolamento social. Uma alimentação equilibrada também aparece entre as medidas citadas.
Manter o cérebro ativo também é apontado como um fator de proteção. A leitura e os exercícios cognitivos aparecem entre as atividades mencionadas pela Secretaria Municipal da Saúde.
Essas recomendações aparecem dentro de um contexto mais amplo de fatores associados à doença. Isso significa que a conscientização também passa por conhecer o que pode ou não ser modificado ao longo da vida.
Por que falar sobre Alzheimer é importante?
O 21 de setembro funciona como um lembrete para olhar para uma doença que pode avançar gradualmente e afetar diferentes áreas da vida.
Conhecer os sinais pode ajudar a perceber mudanças que merecem avaliação. Entender os estágios ajuda familiares e cuidadores a compreenderem que as necessidades podem mudar ao longo do tempo. E saber que não existe cura, mas que há tratamento voltado a retardar a evolução e preservar funções, reforça a importância do acompanhamento.
A data também coloca os familiares no centro da discussão. O Alzheimer não acontece de forma isolada na rotina de uma pessoa. As mudanças cognitivas, comportamentais e funcionais podem repercutir diretamente nas relações e na necessidade de cuidados.
Por isso, o Dia Nacional de Conscientização sobre o Alzheimer, celebrado em 21 de setembro, vai além de uma data no calendário. É uma oportunidade para ampliar o conhecimento sobre a doença, reconhecer seus sinais e reforçar a importância do acompanhamento das pessoas diagnosticadas e de quem participa dos seus cuidados.