Entenda o motivo pelo qual especialistas alertam que secar as mãos na roupa após lavagem pode ser arriscado para a saúde.
Você provavelmente já se viu na situação de secar as mãos nas próprias roupas após lavá-las, não é mesmo? O gesto, que parece prático e até inofensivo, na realidade pode ser extremamente arriscado para a saúde. Pesquisadores alertam que essa prática pode ser deveras anti higiênica e coloca a saúde em risco.
Por que secar as mãos adequadamente é tão importante quanto lavá-las
As pesquisas indicam que mãos molhadas podem espalhar até 1.000 vezes mais bactérias do que mãos secas, justamente porque a água facilita a adesão e a transferência de microrganismos entre superfícies. Por isso, é fundamental que nós sequemos as mãos de forma adequada.
A secagem não serve apenas para retirar a água e o atrito durante o processo ajuda a remover bactérias que ainda permanecem na pele após a lavagem. Ou seja, lavar sem secar corretamente é um processo incompleto.
Secar na roupa não é nada recomendável
Entre os métodos analisados mais comuns de secagem observados pelos pesquisadores, secar as mãos na própria roupa aparece como o menos eficiente de todos. Uma pesquisa publicada na revista Scientific Reports concluiu que “secar as mãos na roupa foi o método menos eficaz” na remoção de bactérias.
O motivo é duplo. Primeiro, roupas acumulam sujeira, suor e microrganismos ao longo do dia. Segundo, o tecido comum não absorve a umidade de forma eficiente, mantendo as mãos parcialmente molhadas.
Na prática, isso significa recontaminação imediata após a lavagem.
A secagem com papel toalha ou secador
A comparação entre métodos de secagem é um tema amplamente estudado e, embora haja divergências, alguns pontos são consistentes. Revisões científicas indicam que toalhas de papel tendem a ser mais eficazes na remoção de bactérias e na redução da contaminação do ambiente.
Isso acontece porque o papel combina absorção com atrito, removendo microrganismos da pele de forma mais eficiente.
Por outro lado, secadores de ar têm resultados variados. Alguns estudos apontam eficiência semelhante, enquanto outros indicam que eles podem dispersar bactérias no ambiente ou exigir mais tempo para atingir uma secagem completa.
Há ainda evidências de que jatos de ar podem espalhar partículas contaminadas pelo banheiro, aumentando o risco de contaminação cruzada.
Apesar das diferenças entre papel e secador, o mais importante é garantir que as mãos fiquem completamente secas. Como mencionamos, a umidade residual é o principal fator de risco. Independentemente do método escolhido, sair do banheiro com as mãos ainda úmidas aumenta significativamente a chance de espalhar germes.
Imagem: Seleções / Thyago Murad
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