A Organização Mundial da Saúde fala sobre a possibilidade do vírus Nipah se espalhar e diz acreditar que a doença será contida.
A Organização Mundial da Saúde afirmou nesta sexta-feira que acredita haver baixo risco de o vírus Nipah se espalhar para além da Índia, mesmo após a confirmação de casos recentes no estado de Bengala Ocidental. A declaração ocorre em meio a esforços das autoridades indianas para monitorar e conter o surto, que levou à adoção de quarentenas e testes de contatos próximos dos infectados.
Saiba o que diz a OMS
O órgão de saúde global avalia que os dois casos confirmados de Nipah na Índia permanecem localizados e não há evidências de transmissão humana ampliada, o que reduz o risco de uma propagação mais ampla dentro do país ou internacionalmente. Por essa razão, a OMS não recomenda restrições a viagens ou ao comércio com a Índia relacionadas ao vírus neste momento.
A avaliação da OMS também busca tranquilizar a população internacional diante do aumento de medidas de triagem em pontos de entrada como aeroportos em países vizinhos, onde controles de temperatura e saúde foram intensificados por precaução.
Segundo o relatório mais recente divulgado pela entidade, todos os contatos próximos dos pacientes foram identificados e monitorados, e nenhum teste positivo adicional foi registrado entre eles até agora. A OMS avaliou que a chance do vírus se espalhar para outros estados indianos ou para fora do país é considerada baixa com base nas informações disponíveis até o momento.
Mesmo sem restringir viagens, a OMS mantém recomendações de vigilância epidemiológica rigorosa, rastreamento de contatos e medidas de controle de infecção em ambientes de saúde para diminuir qualquer risco potencial de transmissão. Autoridades sanitárias enfatizam que a resposta coordenada com monitoramento contínuo das autoridades indianas é fundamental para manter o surto sob controle.
Sobre o vírus Nipah
O Nipah, que já foi responsável por surtos esporádicos em partes do Sudeste Asiático, é um patógeno transmitido principalmente por morcegos frugívoros e pode passar para humanos por meio de contato próximo com animais infectados, alimentos contaminados ou secreções de pessoas doentes.
A enfermidade é conhecida por sua alta taxa de mortalidade, estimada entre 40% e 75%, e pela falta de vacina ou tratamento específico aprovado.
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