✕

O que evitar na cozinha durante a gravidez: lista de alimentos e bebidas contraindicados

Saiba o que evitar durante a gravidez, incluindo álcool, carnes cruas, ovos malcozidos, laticínios não pasteurizados, cafeína em excesso e outros alimentos.

Thyago Murad | 8 de Setembro de 2026 às 18:30

A alimentação durante a gravidez deve ser cuidada de forma redobrada. - Reprodução / Freepik

Durante a gravidez, a alimentação passa a exigir alguns cuidados extras e entre tantas recomendações, pode ser difícil saber o que realmente precisa ficar de fora do cardápio e o que não passa de um mito.

Algumas restrições alimentares são importantes porque determinados alimentos podem aumentar o risco de infecções ou de outras complicações durante a gestação. Bebidas alcoólicas, carnes cruas ou malpassadas, ovos crus e laticínios não pasteurizados estão entre os itens que exigem atenção.

Também é preciso observar o consumo de cafeína e ter cuidado com alimentos cuja procedência, conservação ou preparo não sejam seguros.

RELACIONADAS

Dicas simples de como cuidar do pelo do cachorro

4 motivos que vão convencer você a adotar o cabelo curto sem medo

Conheça 15 dicas para mãe de primeira viagem

O que evitar durante a gravidez?

A alimentação durante a gestação deve ser variada e equilibrada. Frutas, legumes, cereais, proteínas e laticínios podem fazer parte da rotina, desde que sejam escolhidos e preparados de maneira adequada. Ao mesmo tempo, alguns alimentos devem ser evitados. Entre eles estão produtos crus, malcozidos ou não pasteurizados, que podem apresentar bactérias ou parasitas capazes de causar infecções.

Confira os principais exemplos.

1. Bebidas alcoólicas

Durante a gravidez, a recomendação é não consumir bebidas alcoólicas. A UNICEF orienta a abstinência de álcool durante a gestação. A exposição ao álcool pode aumentar o risco de prejuízos ao crescimento e de alterações neurológicas no bebê. Mesmo quantidades menores podem estar associadas a sintomas mais leves.

2. Carnes cruas ou malpassadas

Carnes que não foram completamente cozidas também entram na lista de alimentos que exigem cuidado. O problema está no risco de contaminação por parasitas e bactérias. Entre os microrganismos que mais oferecem riscos estão o Toxoplasma gondii, a Salmonella e a Listeria.

A recomendação é cozinhar bem as carnes antes do consumo. O cuidado também vale para produtos de carne malcozidos.

3. Peixes e frutos do mar crus

Sushi, sashimi e outras preparações com peixe ou frutos do mar crus merecem atenção durante a gravidez. Peixes e moluscos crus podem conter bactérias e parasitas. Por isso, o preparo adequado é importante para reduzir o risco de infecção.

A Unimed explica que peixes e frutos do mar devidamente cozidos podem ser consumidos. No caso do camarão, por exemplo, a recomendação é que esteja bem cozido. Também é importante lembrar que algumas espécies de peixe apresentam níveis elevados de mercúrio.

4. Ovos crus ou malcozidos

O ovo é uma fonte de proteína que pode fazer parte da alimentação durante a gravidez. O cuidado está na forma de preparo. Ovos crus ou malcozidos podem carregar a bactéria Salmonella. Por isso, a recomendação é consumi-los bem cozidos.

Isso também exige atenção a receitas que utilizam ovo cru ou pouco cozido como ingrediente.

5. Leite e queijos não pasteurizados

Outro cuidado importante está nos produtos feitos com leite não pasteurizado. O leite cru e os queijos macios produzidos com leite não pasteurizado podem conter Listeria, bactéria associada à listeriose.

A pasteurização é justamente um processo importante para reduzir a quantidade de bactérias e, consequentemente, o risco de infecção. Na hora de escolher laticínios, portanto, vale conferir a informação sobre a pasteurização.

6. Peixes fumados que não foram cozidos

Nem todo peixe preparado fora da cozinha precisa ser completamente excluído, mas o modo de preparo faz diferença. A UNICEF recomenda evitar peixe fumado que não tenha passado por cozimento, citando o salmão como exemplo.

A orientação faz parte dos cuidados para reduzir a exposição a bactérias e outros agentes que podem estar presentes nos alimentos.

7. Alimentos germinados crus

Sementes, cereais e feijões germinados crus também aparecem entre os alimentos que devem ser evitados durante a gravidez. Isso inclui brotos crus de feijão, alfafa e rabanete. Esses alimentos podem conter bactérias como Listeria, Salmonella e E. coli.

Por isso, o cuidado não se limita apenas às carnes e aos ovos. O preparo e a higienização também são importantes quando se trata de vegetais e outros alimentos consumidos crus.

8. Alimentos fora da validade

Durante a gravidez, também é importante observar a validade dos produtos. Alimentos que passaram da data de validade podem conter bactérias e, por isso, estão entre os itens que o UNICEF recomenda evitar durante a gestação.

Além da data indicada na embalagem, os cuidados com armazenamento e conservação também fazem parte da segurança alimentar.

9. Cafeína em excesso

Não é necessário eliminar completamente a cafeína, mas o consumo precisa ser controlado. A Unimed recomenda limitar o consumo a uma xícara de café por dia e lembra que outras bebidas e alimentos também podem conter cafeína, como chá verde, chá preto e chocolate.

O UNICEF estabelece o limite de 200 mg de cafeína por dia durante a gravidez e destaca que a quantidade varia entre alimentos e bebidas. Por isso, conferir os rótulos pode ajudar a acompanhar o consumo.

10. Alimentos ultraprocessados

Embutidos, refrigerantes e biscoitos recheados também aparecem na lista da Unimed. O consumo desses alimentos está associado, segundo o conteúdo da instituição, a maior risco de diabetes gestacional e ganho de peso inadequado.

Isso não significa que toda a alimentação precise ser restritiva. A recomendação geral é manter uma dieta saudável e equilibrada, com variedade de alimentos.

Higiene também faz parte do cuidado durante a gravidez

Não basta escolher os alimentos certos, viu? Na verdade, a maneira como eles são manipulados também importa. Frutas, verduras e legumes consumidos crus devem ser cuidadosamente lavados. Utensílios de cozinha precisam ser higienizados depois do uso, e as mãos devem ser lavadas antes de comer e depois de manipular alimentos.

Também é importante cozinhar bem as carnes e conservar os alimentos na temperatura adequada. Outra recomendação é consumir os alimentos logo depois do preparo. Esses cuidados ajudam a diminuir o risco de doenças transmitidas por alimentos durante a gestação.

O que a grávida pode comer?

Evitar alguns alimentos não significa ter uma alimentação limitada durante a gravidez. Em publicação, o Hospital Unimed aponta que, na verdade, frutas, legumes, cereais integrais, carnes, aves, feijões, ervilhas, ovos, castanhas e sementes podem fazer parte de uma alimentação variada de uma gestante. 

Os laticínios também podem ser consumidos, desde que sejam pasteurizados. Alguns nutrientes ganham atenção especial nesse período. Ferro, ácido fólico, cálcio e vitaminas A e C estão entre os nutrientes destacados.

O ferro também é mencionado pela Unimed, e pode ser encontrado em alimentos como feijão, lentilha, brócolis, ovos e carnes. O cálcio está presente em laticínios, gergelim, sardinha, castanhas e vegetais verde-escuros. Já o folato aparece em alimentos como verduras verde-escuras, leguminosas, amendoim, peixes, gema de ovo e frutas cítricas.

A ideia, portanto, não é transformar a alimentação da gestante em uma lista interminável de proibições. O principal cuidado está em evitar alimentos de maior risco, controlar o consumo de determinadas substâncias e manter atenção ao preparo e à higiene.

Em caso de dúvida sobre algum alimento específico ou sobre a quantidade adequada de determinado nutriente, o acompanhamento durante o pré-natal é essencial. A própria Unimed orienta que as informações sobre alimentação não substituem a consulta médica.

Compartilhe:
alimentação saúde gravidez dieta gestação dieta segura

AS MAIS LIDAS

Por que pequenas caminhadas ao longo do dia podem ser mais fáceis de manter do que uma rotina pesada de exercícios

Ballet fitness: conheça a aula que virou tendência entre mulheres na faixa dos 40 e 50 anos

Dor nas articulações piora no frio? Veja o que a ciência explica e como aliviar

Fazer alongamento antes de dormir ajuda mesmo a ter uma melhor noite de sono e é fácil incluir na rotina; veja como