Conheça mais sobre o Ballet fitness, prática que mistura movimentos do balé e exercícios de força e entenda como funciona.
Se você gosta da ideia de dançar, mas não se imagina encarando uma aula tradicional de balé, o ballet fitness pode ser uma alternativa interessante! A modalidade mistura movimentos do balé clássico com exercícios de força, repetições e isometria, criando uma aula que trabalha diferentes partes do corpo ao mesmo tempo.
A proposta também ajuda a explicar por que o exercício ganhou espaço entre mulheres adultas. Não é preciso ter experiência anterior com dança para começar. Os movimentos podem ser adaptados ao nível de cada aluna, e a atividade combina exercícios na barra e no solo.
Apesar da aparência delicada associada ao balé, a aula está longe de ser tranquila. Repetições, sustentação de posições e exercícios musculares tornam o treino bastante intenso.
O que é ballet fitness?
O ballet fitness nasceu da combinação entre a técnica do balé e exercícios voltados ao condicionamento físico. A modalidade foi criada pela bailarina profissional e educadora física Betina Dantas e utiliza movimentos tradicionais, como pliés e tendus, adaptados para uma proposta de treino.
Na prática, a aula pode alternar exercícios na barra com movimentos realizados no chão. Agachamentos, abdominais, flexões, exercícios de força e posições mantidas por alguns segundos fazem parte da dinâmica.
O método também não exige que a aluna já saiba dançar. Os passos mais simples do balé aparecem justamente como uma maneira de tornar a atividade acessível para pessoas que nunca tiveram contato com a modalidade.
Essa característica é especialmente interessante para quem sempre teve curiosidade sobre o balé, mas nunca se sentiu confortável para entrar em uma turma tradicional.
Por que o ballet fitness chama atenção depois dos 40?
Uma das características do ballet fitness é justamente a possibilidade de adaptar os movimentos para diferentes níveis de experiência. Um registro sobre a modalidade publicado pela Ana Botafogo Maison informa que as aulas citadas na publicação tinham alunas de 20 a 60 anos e que não ter feito balé anteriormente não era um impedimento para começar.
Isso ajuda a entender por que a atividade pode despertar interesse entre mulheres na faixa dos 40 e 50 anos. Em vez de exigir domínio prévio da técnica, a modalidade utiliza movimentos básicos do balé dentro de uma estrutura de condicionamento físico.
Além disso, o treino reúne diferentes estímulos em uma mesma aula. A barra trabalha movimentos associados ao balé, enquanto o solo pode receber exercícios para abdômen e braços. A utilização de elásticos também aparece em algumas propostas.
Outro ponto é que a atividade não depende exclusivamente de movimentos rápidos. A isometria, por exemplo, exige que determinadas posições sejam sustentadas por alguns segundos. Isso aumenta a exigência muscular mesmo quando o corpo permanece praticamente parado.
Quais são os benefícios do ballet fitness?
O ballet fitness combina diferentes tipos de exercícios, por isso trabalha mais do que apenas a coordenação dos passos.
Entre os benefícios associados à modalidade estão fortalecimento muscular, flexibilidade, equilíbrio e consciência corporal. A postura e a região do core também são bastante exigidas durante os movimentos, já que muitos deles dependem de estabilidade e controle.
A postura é um dos elementos mais presentes durante a aula. No balé, manter o corpo alinhado faz parte da própria execução dos movimentos. No ballet fitness, essa característica continua presente enquanto os exercícios são combinados com estímulos musculares.
A coordenação também entra em cena. É preciso prestar atenção ao posicionamento do corpo, acompanhar a sequência proposta e controlar os movimentos. Com isso, a aula trabalha concentração ao mesmo tempo que exige esforço físico.
A flexibilidade é outro aspecto destacado na modalidade. Os exercícios são combinados com movimentos do balé e momentos de alongamento, enquanto a música acompanha as mudanças de ritmo ao longo da sessão.
Como funciona uma aula de ballet fitness?
A estrutura pode variar conforme o método e o professor, mas a combinação entre barra e exercícios no solo é uma das características centrais.
Na barra, aparecem movimentos do balé clássico, como pliés e tendus, tal qual mencionamos anteriormente. Entretanto, eles são adaptados para uma proposta de condicionamento físico e podem ser executados com repetições, sustentação e isometria.
Depois, o treino pode seguir para o chão. Abdominais, flexões e outros exercícios de força entram na sequência. O objetivo é trabalhar diferentes grupos musculares dentro da mesma aula.
A música também participa da dinâmica. As faixas podem acompanhar os diferentes momentos da aula, passando de músicas mais clássicas durante o alongamento para batidas mais agitadas nas partes intensas.
Uma experiência publicada pela Marie Claire descreveu uma aula de uma hora com exercícios realizados sem pausas longas. A publicação da revista destacou observar que, durante as sessões, eram feitas repetições rápidas, agachamentos executados na meia ponta e uma sequência no solo com exercícios como abdominais.
Ballet fitness emagrece?
O gasto calórico é um dos pontos que chamam atenção no ballet fitness. Em um teste realizado por Betina Dantas, a criadora do método, uma aula de 30 minutos em nível avançado registrou gasto de 740 calorias, enquanto o mesmo período na esteira chegou a 620 calorias.
A diferença entre as duas atividades não foi considerada tão grande no comparativo. Ainda assim, o ballet fitness apresentou uma oxidação de gordura três vezes maior, além de um nível elevado de prazer durante a prática.
Mas não vale avaliar a modalidade apenas pelo número de calorias. O treino combina exercícios de força, movimentos inspirados no balé, isometria e repetições, e a intensidade pode variar de acordo com o nível da aula.
A alimentação também entra nessa equação. Dantas destaca que é possível perceber mudanças no corpo em até dois meses quando a prática do ballet fitness vem acompanhada de cuidados com a alimentação.
Assim, a modalidade pode ser uma alternativa para quem procura uma atividade dinâmica e quer combinar dança e exercícios físicos na mesma aula.
É preciso saber balé para fazer ballet fitness?
Tal qual destacamos anteriormente, não. Essa é justamente uma das propostas da modalidade.
O ballet fitness utiliza passos simples do balé clássico e adapta os movimentos para que pessoas sem experiência possam acompanhar. A própria Betina Dantas explicou que sempre considerou importante tornar o balé acessível também para adultos que nunca haviam praticado a dança.
Isso torna a modalidade uma possibilidade para quem quer começar uma atividade física diferente, inclusive depois dos 40 ou 50 anos.
Precisa usar roupa de bailarina?
Não. Sapatilha, collant e meia-calça não são obrigatórios para participar de uma aula de ballet fitness! Basta vestir roupas confortáveis, que permitam liberdade de movimento.
A escolha faz sentido porque o treino envolve agachamentos, exercícios no chão, movimentos de pernas e braços e diferentes posições corporais. O mais importante é conseguir se movimentar sem que a roupa atrapalhe a execução.
No fim, o ballet fitness reúne duas propostas que nem sempre aparecem juntas: a técnica e a estética dos movimentos do balé com uma rotina de exercícios voltada ao condicionamento físico. Para mulheres que querem variar o treino, trabalhar força, flexibilidade e equilíbrio e ainda experimentar uma atividade ligada à dança, pode ser uma opção diferente da academia tradicional.