Após desmaiar durante um almoço, a dançarina precisou ser levada às pressas ao hospital e revelou aos fãs o que motivou o susto.
Na última segunda-feira (10), a influenciadora e dançarina Thaís Carla passou por um susto daqueles. Durante um almoço com o marido, Israel Reis, ela começou a sentir uma forte dor de cabeça acompanhada de visão turva, que rapidamente evoluiu para um desmaio.
O marido de Thaís contou que o mal-estar começou de forma repentina, ainda no restaurante. “Ela começou a reclamar de dores intensas na cabeça e que estava vendo tudo embaçado. Pedi a conta para irmos para casa tomar algum remédio, mas precisei mudar o caminho e seguir direto para o hospital, porque ela desmaiou no carro”, relatou.
Já no pronto-socorro, Thaís recobrou a consciência e foi imediatamente atendida pela equipe médica. De acordo com o marido, os sinais vitais da influenciadora estavam estáveis, mas os médicos decidiram fazer uma bateria de exames para entender o que havia causado o desmaio.
Mais tarde, a própria Thaís tranquilizou os fãs nas redes sociais, explicando o que aconteceu.
“Gente, acordei bem hoje, fui tomar meu café da manhã, ok... A gente foi almoçar e começou a me dar uma dor forte. Eu comecei a ver estrelas, meio turvado, e a ficar tonta. Eu falei: ‘Israel, eu não estou bem, me leva para o hospital’. E eu sou casca grossa. Quem me conhece sabe que é muito difícil eu falar para ir ao hospital por qualquer coisa”, contou.
Segundo a dançarina, o diagnóstico foi de enxaqueca crônica, uma condição que ela já enfrentou no passado e que pode ser desencadeada por falta de sono, estresse e excesso de cafeína. “Tem uma hora que o corpo fica tão estressado, porque a enxaqueca vem por falta de sono, por não descansar o corpo”, explicou.
Thaís Carla contou ainda que nos últimos dias havia dormido pouco e tomado mais café do que o habitual por causa da agenda intensa de compromissos. “Eu tinha alguns eventos marcados, desmarquei todos. Agora vou ficar deitada, descansando e me cuidando”, disse.
Um alerta sobre a importância do descanso
A influenciadora aproveitou o episódio para reforçar a importância de respeitar os sinais do corpo. “Se piorar alguma coisa, eles falaram para eu ir ao neurologista. Vou ter que tratar, porque enxaqueca é uma doença séria. E muito obrigada a quem me mandou mensagens lindas. Muito obrigada por todo carinho”, agradeceu", afirmou, agradecendo o carinho dos seguidores.
Em suas redes, ela também comentou que a condição é hereditária, herdada do pai, e prometeu cuidar melhor da rotina de sono e alimentação para evitar novas crises.
Entenda mais sobre a enxaqueca
Crises de enxaqueca podem ser realmente incômodas e até incapacitantes, impedindo a realização de tarefas simples como trabalhar, estudar, se divertir ou até dormir. Para aliviar as dores, muitas pessoas recorrem ao uso de analgésicos, mas o consumo excessivo desses medicamentos pode agravar o problema.
“Esses remédios não tratam a doença de forma efetiva e, quanto mais a pessoa toma, menos eles funcionam e mais dor ela sente. É um quadro conhecido como cefaleia por uso excessivo de medicamentos”, explica o Dr. Tiago de Paula, médico neurologista especialista em cefaleia, membro da International Headache Society (IHS) e da Sociedade Brasileira de Cefaleia (SBC).
Segundo um estudo publicado em março no Journal of Headache and Pain, o uso frequente e indiscriminado de analgésicos não apenas piora as crises de dor, como também pode prejudicar o funcionamento de áreas do cérebro responsáveis pela memória, regulação emocional e processamento visual.
De acordo com o especialista, o estudo reforça a necessidade de cautela. “O uso repetido desses medicamentos pode alterar o funcionamento do cérebro, especialmente em regiões como o putâmen direito, que está envolvido na percepção da dor e na dependência de analgésicos. Isso sugere que o putâmen pode servir como um biomarcador importante no diagnóstico e tratamento desse tipo de cefaleia”, acrescenta.
O Dr. Tiago de Paula alerta ainda que, além de aumentar a frequência das crises e comprometer o cérebro a longo prazo, o uso excessivo desses remédios pode diminuir a eficácia dos tratamentos de primeira linha, tornando o controle da enxaqueca ainda mais difícil.
Fonte: Dr. Tiago de Paula - Médico neurologista (CRM-SP 168999 | RQE 18111)