Grupo de médicos usa combinação de remédios já conhecida para eliminar câncer de pâncreas.
Thyago Murad | 30 de Janeiro de 2026 às 09:50
Uma nova terapia experimental que combina três medicamentos já existentes conseguiu eliminar completamente tumores de câncer de pâncreas em testes com animais e forneceu resultados promissores que podem orientar futuras abordagens terapêuticas em humanos. Fique conosco para conhecer detalhes!
O estudo responsável por essa façanha foi conduzido por uma equipe espanhola ligada ao Centro Nacional de Investigação Oncológica e demonstrou que a combinação de fármacos usada nos testes com camundongos provocou a regressão total dos tumores em poucas semanas, entre três e quatro semanas após o início do tratamento.
A pesquisa observou que, mesmo depois de mais de 200 dias sem a administração de medicamentos, os animais permaneceram livres de sinais da doença.
Os medicamentos atuam em pontos diferentes do desenvolvimento tumoral ao bloquear três vias que o câncer utiliza para crescer e resistir a tratamentos. Ao inibir simultaneamente as proteínas KRAS, EGFR e STAT3, o método impede que o tumor escape por rotas alternativas de sobrevivência e proliferação das células cancerígenas.
Outro aspecto relevante da pesquisa foi a ausência de toxicidade significativa nos animais tratados, o que sugere que a combinação pode agir com eficácia sem os efeitos colaterais graves observados em muitas terapias oncológicas convencionais.
Além disso, a regressão do tumor ocorreu independentemente do sistema imunológico, o que é especialmente interessante para pacientes cuja defesa natural está comprometida, como aqueles que já passaram por tratamentos intensivos de quimioterapia ou apresentam imunossupressão.
O câncer de pâncreas, especialmente na forma chamada adenocarcinoma ductal pancreático, é conhecido por seu crescimento silencioso, dificuldade de diagnóstico precoce e baixa taxa de sobrevivência, fatores que tornam o desenvolvimento de terapias mais eficazes uma prioridade global na oncologia.
Apesar dos resultados positivos, os cientistas enfatizam que essaa nova abordagem ainda está em fase pré-clínica, ou seja, são necessárias pesquisas adicionais e testes em seres humanos antes de considerar seu uso na prática clínica.
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