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Câncer colorretal cresce entre jovens e INCA fala sobre rastreamento da doença

Especialista do INCA fala sobre crescimento do câncer colorretal entre pessoas mais jovens e alerta para sintomas da enfermidade.

Thyago Murad | 5 de Fevereiro de 2026 às 09:12

Novo padrão de desenvolvimento da doença vira preocupação entre autoridades. - Reprodução / Freepik

O câncer colorretal, tumor que atinge o cólon e o reto, é tido como uma enfermidade mais comum em pessoas acima dos 50 anos. Contudo, de acordo com especialistas do INCA, há um crescimento da condição em indivíduos mais jovens, o que reforça a necessidade de conscientizar acerca da doença.

Sobre o aumento de casos entre adultos jovens

Pesquisas e relatos clínicos indicam que a incidência de câncer colorretal em pessoas com menos de 50 anos tem crescido de forma constante nas últimas décadas. Essa tendência foi observada em diversos países e agora também se reflete no Brasil, onde especialistas alertam que jovens frequentemente chegam ao diagnóstico em estágios mais avançados, em parte porque os protocolos tradicionais de rastreamento começam tardiamente e nem sempre levam em conta esse crescimento entre adultos jovens.

O INCA destaca que os números gerais de câncer no país continuam a subir, com estimativas de cerca de 781 mil novos casos por ano entre 2026 e 2028, e que o câncer colorretal está entre os tipos de maior relevância, ocupando lugar de destaque tanto entre homens quanto entre mulheres.

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“A gente tem, sim, uma percepção clara de aumento da incidência em pacientes mais jovens, e essa percepção corresponde aos números que temos hoje. É verdade que trabalhamos com estimativas e não com números absolutos, mas, mesmo assim, o aumento existe. Talvez não na dimensão que às vezes aparece no debate público, mas ele é real”, explicou o diretor-geral do Instituto Nacional de Câncer, Roberto de Almeida Gil, ao G1.

Diante desse cenário, autoridades em saúde e especialistas têm sugerido a necessidade de revisar a idade inicial para exames de rastreamento do câncer colorretal. Tradicionalmente, a recomendação para populações de risco médio prevê a realização de colonoscopia ou testes de sangue oculto nas fezes a partir dos 50 anos, mas o avanço da doença em adultos mais jovens têm levado à discussão sobre começar esses exames mais cedo, possivelmente aos 45 anos ou até antes em determinados casos, como acontece em outros países que já ajustaram suas diretrizes.

É necessário se atentar para sintomas como sangue nas fezes, alterações persistentes no hábito intestinal, dor abdominal e perda de peso inexplicada devem ser investigados com atenção por um médico, mesmo em adultos mais jovens, pois podem ser sinais de alerta para o câncer colorretal ou outras condições graves. 


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