Entenda como funciona as pesquisas para testar a nova vacina contra a dengue e saiba como participar.
O Instituto Butantan abriu no dia 13 de janeiro de 2026 o recrutamento de voluntários idosos para participar de um novo ensaio clínico da vacina da dengue produzida pela instituição, a Butantan-DV. A chamada envolve pessoas entre 60 e 79 anos e faz parte de uma fase fundamental da pesquisa a fim de compreender como o imunizante se comporta nessa faixa etária, que costuma ser mais vulnerável às formas graves da doença.
Entendam funcionamento da pesquisa
O estudo será realizado ao longo deste ano em quatro centros de pesquisa no Rio Grande do Sul, em Porto Alegre e Pelotas, e um no Paraná, em Curitiba. A previsão é recrutar 997 participantes ao todo, sendo 767 idosos de 60 a 79 anos e 230 adultos entre 40 e 59 anos, que atuarão como grupo de comparação para avaliação dos resultados imunológicos.
Segundo o Butantan, os voluntários precisam estar em boas condições de saúde ou com comorbidades controladas para poder participar do estudo. Entre os idosos selecionados, a maior parte receberá a vacina e uma parte será alocada para receber um placebo, por meio de processo de sorteio.
No caso dos adultos de 40 a 59 anos, todos receberão o imunizante sem sorteio.
O objetivo deste ensaio não é medir diretamente se a vacina evita casos de dengue, mas sim avaliar a segurança do imunizante nessa faixa de idade e comparar a resposta imunológica com a de adultos mais jovens já incluídos em fases anteriores dos estudos.
A vacina da dengue do Butantan, que foi aprovada pela Anvisa em novembro de 2025, já mostrou eficácia geral de aproximadamente 79,6% na prevenção de casos sintomáticos em pesquisas anteriores com pessoas de 12 a 59 anos.
Como participar do estudo
O recrutamento começou no Hospital São Lucas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), em Porto Alegre, onde os interessados podem se inscrever preenchendo um questionário de triagem. Depois desta etapa inicial, as inscrições prosseguem nos demais centros participantes, que incluem o Hospital Moinhos de Vento e o Núcleo de Pesquisa Clínica da PUCRS, ambos em Porto Alegre, o Hospital Escola da Universidade Federal de Pelotas (HEUFPEL/Ebserh) e o Serviço de Infectologia e Controle de Infecção Hospitalar de Curitiba, no Paraná.
Os participantes selecionados deverão realizar quatro visitas ao centro de pesquisa ao longo do estudo. A primeira visita será para a administração da vacina, seguida por retornos em 22 dias, 42 dias e um ano após a vacinação para coleta de sangue e avaliação da resposta imunológica. Uma parte menor dos voluntários deve fazer visitas adicionais para exames de viremia, que ajudam a entender se há circulação do vírus no sangue após a imunização.
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