Entenda decisão da Anvisa de atualizar as vacinas contra COVID-19 e saiba o motivo da necessidade dessa atualização.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária decidiu atualizar a composição das vacinas contra a Covid-19 utilizadas no Brasil, em uma medida que acompanha a evolução do vírus e busca manter a eficácia da imunização diante das novas variantes em circulação.
Nova cepa passa a ser obrigatória nas vacinas
A decisão foi tomada durante reunião da diretoria colegiada do órgão e estabelece que os imunizantes deverão ser reformulados para incluir a cepa mais recente predominante no país. A medida segue uma lógica já aplicada em campanhas como a da gripe, por exemplo, em que as vacinas são ajustadas periodicamente para acompanhar as mutações do vírus.
Com a atualização, as vacinas contra a Covid-19 passam a ter como referência a cepa LP.8.1 do SARS-CoV-2, considerada mais alinhada ao cenário epidemiológico atual. A norma também determina que os imunizantes sejam monovalentes, ou seja, direcionados a uma única variante do vírus.
A agência também prevê um período de transição. Vacinas baseadas na cepa anterior, como a JN.1, ainda poderão ser utilizadas por alguns meses, evitando interrupções nas campanhas de vacinação.
Segundo especialistas, essa atualização é necessária porque o coronavírus sofre mutações frequentes, especialmente na proteína spike, alvo principal das vacinas. Essas mudanças podem reduzir a capacidade do sistema imunológico de reconhecer versões antigas do vírus.
Por que a vacina precisa ser atualizada
Assim como ocorre com outros vírus respiratórios, o SARS-CoV-2 evolui ao longo do tempo. Algumas variantes apresentam maior transmissibilidade e conseguem escapar parcialmente da proteção adquirida por infecções anteriores ou por vacinas mais antigas.
A atualização dos imunizantes funciona como um reforço mais preciso. Ao incluir a cepa mais recente, a vacina aumenta a capacidade de proteção contra infecções e, principalmente, contra formas graves da doença.
De acordo com a própria Anvisa, a vacinação continua sendo a principal estratégia de controle da Covid-19, especialmente diante do surgimento constante de novas variantes.
Quem precisa tomar a nova dose?
A atualização da vacina não significa que todo o esquema vacinal será reiniciado, viu? Na realidade, pessoas que já receberam doses anteriores continuam protegidas, sobretudo contra casos graves.
No entanto, a recomendação é que grupos prioritários recebam as versões atualizadas do imunizante conforme orientação das autoridades de saúde. Entre eles estão idosos, pessoas com comorbidades e outros públicos mais vulneráveis, que apresentam maior risco de complicações.
A estratégia segue o modelo já adotado em campanhas anteriores, com reforços periódicos direcionados aos grupos mais suscetíveis.
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