Entenda a aprovação de novo tratamento para linfoma folicular feito pela Anvisa e saiba detalhes da medicação.
A Anvisa aprovou uma nova indicação terapêutica para o uso de tafasitamabe em combinação com rituximabe e lenalidomida no tratamento de adultos com linfoma folicular recidivado ou refratário, uma forma de câncer que se origina no sistema linfático e é considerada indolente, mas de difícil cura.
Entenda a decisão da agência
A norma, publicada no final de janeiro de 2026, representa um avanço no arsenal terapêutico disponível no país para pacientes que já passaram por outras linhas de tratamento contra a doença.
O linfoma folicular é um subtipo de linfoma não-Hodgkin considerado raro, com incidência estimada em aproximadamente um caso para cada 3.000 pessoas no mundo. A doença costuma afetar adultos na faixa dos 60 anos e mesmo depois de responder bem ao tratamento inicial tende a recidivar, ou seja, voltar após um período de remissão, o que exige opções terapêuticas eficazes para fases posteriores da doença.
Por isso, a droga conhecida comercialmente como Minjuvi é uma ótima alternativa para combater a enfermidade. O medicamento se trata de um anticorpo monoclonal humanizado que tem como alvo o CD19, uma proteína presente na superfície de células B, que participam da resposta imune.
Ao se ligar a esse alvo, o medicamento promove a destruição das células malignas por meio de mecanismos que incluem morte celular programada e ativação do sistema imunológico. Essa ação o torna um componente importante em combinação com outros agentes terapêuticos já utilizados no tratamento de linfomas.
A eficácia e a segurança do uso dessa droga como terapia foram avaliadas no estudo clínico denominado inMIND, um ensaio randomizado, duplo-cego e controlado por placebo, que comparou o esquema com tafasitamabe mais rituximabe e lenalidomida com placebo associado a rituximabe e lenalidomida em 548 pacientes com linfoma folicular recidivado ou refratário.
Os resultados mostraram que os pacientes que receberam o tratamento com tafasitamabe apresentaram redução significativa no risco de progressão da doença ou morte, com mediana de sobrevida livre de progressão de 22,4 meses em comparação a 13,9 meses no grupo controle. A taxa de resposta global também foi superior no grupo tratado com a combinação, alcançando 84 % frente a 72 % no braço comparador.
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