Entenda qual é o final da série 'Dias Perfeitos', nova aposta do Globoplay, e o motivo pelo qual o desfecho não é igual ao livro que inspira a produção.
A série ‘Dias Perfeitos’, produção original do Globoplay que estreou dia 14 de agosto, é inspirada no thriller psicológico de Raphael Montes e gera grande expectativa nos fãs do livro, afinal, apesar da história ser baseada na obra, a narrativa dos fatos promete se desenvolver de forma diferente na série.
Quais as diferenças entre o livro e a série?
Segundo matéria do GShow, uma das transformações mais marcantes está na perspectiva da narrativa, uma vez que no livro o olhar que guia o leitor é exclusivamente o de Téo. Toda a trama se constrói a partir da lógica distorcida dele, o que intensifica o suspense ao mergulhar na psique de um sequestrador narcisista. Já na série, a aposta é dividir esse ponto de vista com Clarice.
Para a roteirista Cláudia Jouvin, trazer a visão da personagem foi essencial para que ela não fosse retratada apenas como vítima, mas como alguém com voz própria e profundidade emocional. Essa escolha, inclusive, teve o aval de Raphael Montes, que destacou a importância da mudança para renovar a narrativa.
“Trazer o ponto de vista da Clarice foi importante para a personagem não ser apenas uma vítima. Esse ponto de vista, além de enriquecer a trama, se mostrou essencial para construir uma personagem forte e atual, apesar de tudo o que acontece com ela na história”, declarou.
Outra diferença significativa está na caracterização de Téo. No livro, ele é construído como um sujeito aparentemente comum, quase invisível, o que causa ainda mais choque ao revelar seu comportamento criminoso. Já na série, o personagem aparece com traços de psicopatia mais explícitos desde o início.
Segundo Montes, a interpretação de Jaffar Bambirra, somada à direção de Joana Jabace e ao texto de Cláudia Jouvin, deu vida a um Téo “bem estranho” desde os primeiros episódios, deixando claro para o público que há algo profundamente perturbador em sua personalidade.
E o final, uma das marcas mais fortes do livro, também não será igual na adaptação audiovisual. Para a televisão, Raphael Montes aprovou um desfecho inédito, que vai além das páginas escritas e expande o universo de ‘Dias Perfeitos’. A ideia é surpreender até mesmo os leitores mais fiéis, oferecendo um pós-livro que mantém a narrativa viva e imprevisível.
O autor explica que a intenção é que livro e série funcionem como obras complementares, e não como cópias, e por isso o final da série deve se passar em um período após o término da história do livro.