Saiba detalhes da descoberta de criatura zumbi feita por grupo de cientistas na amazônia brasileira.
Um grupo de cientistas brasileiros e dinamarqueses encontrou um organismo considerado pela ciência como ‘zumbi’ em uma reserva florestal nos arredores da cidade de Manaus, capital do estado do Amazonas, no Norte do Brasil. Fique conosco para entender mais sobre esse achado!
Pesquisadores encontram ‘zumbi’ na amazônia
Durante a expedição científica na Reserva Ducke, área de floresta próxima a Manaus, os pesquisadores encontraram uma tarântula-golias, considerada uma das maiores aranhas do mundo, com o corpo dominado por um fungo parasitário que altera o comportamento do animal, um fenômeno popularmente descrito como “criatura zumbi”.
O fungo identificado pelos pesquisadores é o Cordyceps caloceroides, parte de um grupo de fungos conhecidos pela capacidade de infectar artrópodes e assumir o controle dos tecidos e ações de seu hospedeiro. Um único esporo é suficiente para que o Cordyceps inicie seu ciclo de infecção. Ao penetrar no corpo da aranha, o fungo invade o sistema nervoso e começa a se alimentar dos tecidos internos, modificando gradualmente o comportamento da tarântula até que ela se torna basicamente um “veículo” para a reprodução do mesmo.
À medida que o fungo consome os tecidos internos da aranha e se desenvolve, ele forma estruturas externas de cor alaranjada ou avermelhada que emergem do corpo do aracnídeo. Essas estruturas são chamadas de corpos de frutificação, que liberam novos esporos no ambiente, aumentando as chances de infectar outros hospedeiros e dando continuidade ao ciclo de vida do fungo.
Embora esse fungo seja muito semelhante à produções de Hollywood, como a série ‘The Last of Us, os pesquisadores responsáveis pelo achado destacam que, apesar da analogia com criaturas “zumbis” da ficção, esse fenômeno é estritamente biológico e ocorre naturalmente em ecossistemas tropicais.
Fungo e hospedeiro fazem parte de uma complexa teia ecológica em que parasitas e presas evoluem juntos há milhões de anos. Apesar disso, o registro da infecção fúngica em uma tarântula-golias é incomum e fornece uma oportunidade rara para estudar como esses fungos manipulam o comportamento de animais maiores.
Esse tipo de parasitismo não representa risco para os seres humanos, porque o Cordyceps caloceroides é especializado em infectar artrópodes, como insetos e aracnídeos. Ele não possui mecanismos biológicos capazes de invadir ou proliferar em organismos vertebrados. Mesmo assim, a descoberta é importante para entender melhor as interações parasitas que ocorrem na natureza e a enorme diversidade biológica da Amazônia.
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