Conheça detalhes acerca de decoberta arqueológica feita por cientistas a 2,5km no oceâno e que pode oferecer detalhes sobre comercio marítimo antigo.
Um grupo de cientistas descobriram um navio mercante no fundo do Mar Mediterrâneo, próximos à costa de Saint-Tropez, na França, a aproximadamente 2,5 km de profundidade, em uma das descobertas arqueológicas submersas mais impressionantes dos últimos tempos.
Saiba detalhes da descoberta
A expedição que encontrou a embarcação, que especula-se ter mais de 400 anos, identificou o local do naufrágio no dia 4 de março de 2025 e revelou artefatos quase intactos, preservados pelas condições extremas de escuridão, baixa temperatura e alta pressão no fundo do oceano.
O navio foi batizado provisoriamente de Camarat 4, mede cerca de 30 metros de comprimento e foi localizado por uma equipe francesa especializada em arqueologia subaquática em colaboração com a Marinha do país. Para alcançar a profundidade onde o navio repousa, os pesquisadores utilizaram veículos submarinos operados remotamente equipados com câmeras de alta definição, sistemas de mapeamento tridimensional e braços robóticos que permitem coletar imagens detalhadas e examinar o casco sem contato direto humano.
Como citamos, dentro do navio os especialistas encontraram um conjunto notável de objetos que podem oferecer uma nova visão sobre o comércio marítimo no início da era moderna. Entre os achados estão cerca de 200 jarros de cerâmica com símbolos religiosos, alguns lingotes de ferro utilizados como mercadoria, utensílios de mesa, canhões, munições, uma grande âncora e instrumentos de navegação.
A diversidade da carga sugere que o navio percorria rotas comerciais ativas no Mediterrâneo, transportando não apenas produtos acabados, mas também matérias-primas entre portos europeus.
Segundo os responsáveis pelo achado, a condição extraordinária da preservação dos artefatos achados nas profundezas representa uma espécie de “cápsula do tempo” que pode ampliar o entendimento da vida marítima e do comércio naval dos séculos passados.
As próximas etapas da investigação envolvem a recuperação cuidadosa de parte dos objetos, uma tarefa que exigirá logística complexa e tecnologias específicas para trazer itens frágeis à superfície sem danos. Paralelamente será produzido um registro digital completo do site de naufrágio, permitindo que pesquisadores de todo o mundo estudem a embarcação e seu conteúdo sem que a exploração cause impacto ambiental ou físico direto no local.
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