Saiba o que diz a Nasa sobre a ameaça que asteroides de pequeno portes indetectáveis representam para a Terra.
A NASA fez um alerta que gerou preocupação das autoridades em relação a segurança global. De acordo com os cientistas da área de defesa planetária da Agência, a Terra atualmente não possui mecanismos operacionais capazes de proteger o planeta de milhares de asteroides de porte médio que ainda não foram localizados.
Entenda o alerta da Nasa
Segundo os dados mais recentes apresentados por especialistas em uma conferência da American Association for the Advancement of Science, cerca de 25 000 asteroides próximos à órbita terrestre têm diâmetro em torno de 140 metros, tamanho suficiente para causar destruição em larga escala caso atinjam uma área densamente povoada.
Desse total, apenas cerca de 40 % foram identificados e rastreados, deixando aproximadamente 15.000 objetos sem localização conhecida.
A oficial de Defesa Planetária da NASA, Kelly Fast, sintetizou a dimensão do desafio: “Não nos preocupamos tanto com os grandes asteroides dos filmes, porque sabemos onde eles estão”.
Essa declaração ilustra a diferença entre objetos gigantes, que já foram catalogados, e os chamados “assassinos de cidades”, que por serem menores e menos reflexivos à luz solar, acabam escapando aos métodos convencionais de observação por telescópios terrestres.
A lacuna no rastreamento desses objetos celestes é motivo de apreensão porque asteroides dessa faixa de tamanho são capazes de causar danos regionais catastróficos se impactarem a Terra. Além disso, não existe um sistema de defesa pronto para uso em caso de uma ameaça detectada com pouco tempo de antecedência.
A missão Double Asteroid Redirection Test, ou DART, é tida como um dos únicos mecanismos de defesa do planeta contra esse tipo de ameaça. Em 2022, por exemplo, essa missão conseguiu desviar com sucesso a trajetória de um asteroide por meio do impacto de uma sonda, demonstrando que é possível alterar o trajeto de objetos celestes perigosos.
A fim de reduzir essa vulnerabilidade, a NASA planeja lançar, em 2027, o telescópio espacial Near-Earth Object Surveyor. Diferente dos observatórios que dependem da luz visível para identificar asteroides, esse novo instrumento será capaz de detectar assinaturas térmicas, o que pode revelar asteroides escuros e quase invisíveis aos métodos tradicionais.
O objetivo da agência é catalogar mais de 90 % dos objetos próximos à Terra com mais de 140 metros nas próximas décadas, o que tornaria possível antecipar a detecção e, assim, procurar meios de desviar ou mitigar eventuais impactos.
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