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7 mudanças simples em casa que podem deixá-la mais confortável para pessoas de diferentes idades e necessidades

Veja algumas mudanças simples para deixar a casa mais confortável, segura e acessível para pessoas de diferentes idades e necessidades.

Thyago Murad | 21 de Setembro de 2026 às 10:30

As barras de apoio podem proporcionar segurança e conforto ao usar o box. - Reprodução / Freepik

Uma casa confortável e acessível não precisa ser enorme, cheia de móveis planejados ou passar por uma grande reforma, viu? Muitas vezes, pequenas mudanças na organização dos ambientes já fazem diferença no dia a dia.

Isso fica ainda mais importante quando a casa é compartilhada por pessoas com idades, alturas e necessidades diferentes. Crianças, adultos, pessoas idosas e pessoas com deficiência podem ter maneiras distintas de circular, alcançar objetos e utilizar os cômodos.

Por isso, pensar em uma casa mais confortável também significa observar se os ambientes são fáceis de usar, se há obstáculos pelo caminho e se os objetos estão ao alcance de quem precisa deles.

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A acessibilidade faz parte desse cuidado e ela está relacionada às condições que permitem que pessoas com deficiência utilizem espaços, serviços e informações com segurança e autonomia. Alguns exemplos de problemas que podem ser evitados são corredores e portas estreitos, banheiros sem adaptação, pisos que dificultam o deslocamento e ambientes que não permitem uma circulação autônoma.

A boa notícia é que algumas melhorias podem começar sem transformar a casa inteira. Veja sete ideias.

1. Deixe os caminhos livres para ter uma casa mais confortável

Uma das mudanças mais simples é também uma das mais úteis: observar o que está ocupando os espaços de circulação. Fios, brinquedos, caixas, pequenos móveis e outros objetos espalhados podem dificultar a passagem. Para uma pessoa que utiliza cadeira de rodas, andador ou outro recurso de mobilidade, esse tipo de obstáculo pode ser ainda mais problemático.

A recomendação é manter os ambientes amplos e clean, evitando objetos e fios no meio do caminho. A orientação faz parte das recomendações para tornar a casa mais segura para pessoas idosas, mas a mesma lógica pode ser aplicada a uma casa compartilhada por pessoas com necessidades diferentes.

Observe corredores, entradas, passagem entre os móveis e acesso aos cômodos. Se for possível circular sem precisar desviar constantemente de objetos, o ambiente tende a ficar mais funcional.

Também vale evitar mudanças frequentes na posição dos móveis quando isso puder atrapalhar alguém que já esteja familiarizado com a organização da casa. O Ministério da Saúde inclui essa recomendação entre os cuidados para evitar quedas.

2. Melhore a iluminação dos ambientes

Uma iluminação adequada pode deixar a casa mais confortável e facilitar a circulação. O cuidado merece atenção especial em corredores, escadas, quartos e outros locais de passagem. Ambientes mal iluminados podem favorecer quedas, segundo orientações do Ministério da Saúde.

No quarto, por exemplo, é interessante pensar no caminho entre a cama e o banheiro. A recomendação oficial para uma casa segura inclui iluminação adequada e condições que facilitem a ida ao banheiro durante a noite.

Nas escadas, a iluminação também deve alcançar os degraus. O Ministério da Saúde recomenda que eles sejam iluminados e sinalizados, além da instalação de corrimãos dos dois lados. Não é preciso transformar todos os cômodos em ambientes extremamente claros. O objetivo é evitar áreas escuras e facilitar a visualização de obstáculos e mudanças de nível.

3. Repense os tapetes e outros obstáculos

Tapetes podem ajudar na decoração, mas precisam ser avaliados com cuidado quando há pessoas com mobilidade reduzida ou maior risco de quedas em casa. A dica aqui é evitar tapetes e, quando eles forem indispensáveis, optar por modelos antiderrapantes.

O mesmo cuidado vale para fios soltos, objetos decorativos posicionados no chão e outros itens que possam ficar no caminho. Uma casa mais confortável não é necessariamente aquela que tem menos objetos. É aquela em que os objetos estão organizados de uma maneira que não atrapalhe a circulação.

Antes de manter uma peça no chão só porque ela fica bonita naquele lugar, vale observar se ela interfere na passagem.

4. Prefira móveis firmes e fáceis de usar

Os móveis também podem contribuir para a segurança e o conforto, viu? O Ministério da Saúde recomenda que os móveis estejam firmes e bem fixados caso uma pessoa idosa precise se apoiar neles. Cadeiras e poltronas com braços também podem oferecer mais apoio.

Outro ponto é a altura dos assentos. Segundo as orientações da pasta, cadeiras e poltronas devem ter altura que facilite o movimento de sentar e levantar, evitando modelos muito baixos ou excessivamente macios.

Também vale prestar atenção aos cantos. O Ministério recomenda móveis com cantos arredondados como uma forma de evitar lesões por atrito.

Na prática, isso significa olhar para os móveis além da estética. Por exemplo, um sofá pode ser bonito, mas será que é fácil de usar? Uma cadeira é estável? Uma estante está firme? O móvel ocupa uma passagem importante?

Essas perguntas ajudam a pensar em uma casa mais confortável para diferentes pessoas.

5. Facilite o acesso aos objetos usados todos os dias

Outro ajuste simples é rever onde ficam os objetos. Itens usados com frequência devem estar em locais fáceis de alcançar. Isso reduz a necessidade de subir em bancos, utilizar escadas ou se esticar para alcançar prateleiras muito altas.

É preciso pensar que os armários fiquem ao alcance dos braços, por exemplo. O ideal é que eles estejam entre 50 e 150 centímetros de altura, evitando a necessidade de usar bancos ou escadas.

Na cozinha, a orientação também considera a possibilidade de realizar algumas tarefas sentado. A recomendação indica bancadas e pias com altura entre 80 e 95 centímetros para permitir o manuseio de alimentos ou a lavagem de louças nessa posição.

Em uma casa compartilhada, essa lógica pode ser adaptada conforme quem utiliza cada espaço. Deixe pratos, copos, utensílios e outros objetos de uso frequente em lugares acessíveis. Assim, a organização deixa de ser apenas uma questão estética e passa a facilitar a rotina.

6. Dê atenção especial ao banheiro

O banheiro merece um cuidado extra porque reúne água, superfícies que podem ficar escorregadias e movimentos como sentar, levantar e entrar no box. Para uma casa mais confortável e segura, é fortemente recomendado o uso de piso antiderrapante e barras de apoio dentro do box e próximo ao vaso sanitário.

Também é possível considerar um banco firme no box, desde que seja adequado e esteja bem fixado, para permitir que a pessoa tome banho e se enxugue sentada. As portas também fazem diferença. As orientações do Ministério da Saúde indicam largura mínima de 80 centímetros para permitir a passagem de andadores e cadeiras de rodas.

Em uma casa que recebe pessoas com diferentes necessidades, vale observar se o banheiro permite circulação suficiente e se os principais itens podem ser utilizados sem exigir movimentos difíceis.

Para adaptações mais específicas, especialmente quando há necessidade de cadeira de rodas ou outro recurso de mobilidade, é importante considerar as características individuais da pessoa e as normas técnicas de acessibilidade.

7. Escolha maçanetas e comandos mais fáceis de manusear

Pequenos detalhes podem facilitar bastante a rotina. As orientações do Ministério da Saúde recomendam preferir maçanetas em formato de alavanca em vez das arredondadas, pois elas podem ser mais fáceis de manusear.

Esse tipo de escolha pode ser especialmente interessante em uma casa utilizada por pessoas com diferentes níveis de mobilidade. O princípio também vale para outros comandos e objetos da casa. Sempre que possível, observe se algo exige força, precisão ou movimentos difíceis para ser utilizado.

A acessibilidade, afinal, não depende apenas de grandes obras.

O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania destaca que ambientes acessíveis devem oferecer condições de circulação com autonomia e segurança. Entre os recursos que podem ampliar essas possibilidades estão rotas livres de obstáculos, sinalização adequada e mobiliário apropriado.

Casa mais confortável não significa casa cheia de adaptações

Pensar em acessibilidade não significa necessariamente transformar todos os ambientes de uma vez. Na realidade, para ter uma casa mais confortável e acessível você pode começar com mudanças simples e de pouco em pouco.

O mais importante é observar quem vive naquele espaço, uma vez que uma adaptação que funciona para uma pessoa pode não funcionar da mesma maneira para outra. Por isso, necessidades individuais devem ser consideradas antes de mudanças maiores.

Para pessoas idosas, por exemplo, o Ministério da Saúde recomenda atenção especial a pisos, iluminação, móveis, escadas, banheiro e circulação. Já quando o objetivo é adaptar uma casa para uma pessoa com deficiência, a avaliação deve considerar o tipo de deficiência, a forma como ela se locomove e as atividades que realiza no ambiente.

O próprio Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania reforça que acessibilidade está relacionada à possibilidade de utilizar espaços com segurança e autonomia. No fim, deixar a casa mais confortável tem menos a ver com seguir uma lista rígida de regras e mais com prestar atenção à rotina de quem mora ali.

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