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Rotina de skincare no inverno deve ser diferente e usar o produto errado pode piorar a oleosidade ou o ressecamento

Skincare no inverno exige mudanças na rotina! Descubra os erros que aumentam a oleosidade e o ressecamento e veja como cuidar corretamente da pele na estação.

Thyago Murad | 2 de Julho de 2026 às 13:00

Adaptar os cuidados com a pele para a época do frio é essencial para a saúde da cútis. - Reprodução / Freepik

A rotina de skincare muda com a chegada do inverno, mesmo para quem tem pele oleosa. As temperaturas mais baixas, a queda da umidade do ar e os banhos quentes alteram o comportamento da pele e podem favorecer tanto o ressecamento quanto o aumento da sensibilidade. E o mais curioso é que insistir nos mesmos produtos usados no verão pode provocar justamente o efeito contrário ao esperado.

Quem acredita que a pele oleosa não precisa de hidratação ou intensifica o uso de sabonetes secativos durante os dias frios pode acabar comprometendo a barreira de proteção da pele. O resultado pode ser descamação, irritação, acne e até aumento da oleosidade por efeito rebote.

Especialistas explicam que a melhor estratégia para atravessar o inverno é adaptar alguns passos da rotina, sem abrir mão da limpeza, da hidratação e da proteção solar. Veja quais são os erros mais comuns e como montar um skincare mais adequado para a estação.

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Por que a pele muda tanto durante o inverno?

Durante o inverno, a pele passa por alterações naturais causadas pelo frio, pelo vento e pela menor umidade do ar. Segundo a dermatologista Denise Steiner em entrevista ao site da Sallve, há mudanças na fisiologia da pele conforme as estações do ano, o que exige adaptações na rotina de cuidados.

Mesmo quem tem pele oleosa percebe uma redução na produção de sebo. Isso acontece porque as glândulas sebáceas ficam menos ativas nos dias frios. Ao mesmo tempo, aumenta a perda de água pela pele, conhecida como perda transcutânea, favorecendo a desidratação.

Além disso, hábitos comuns da estação, como tomar banhos muito quentes e usar produtos de limpeza agressivos, contribuem para remover a proteção natural da pele e agravar o ressecamento.

O maior erro é confundir oleosidade com hidratação

Um dos equívocos mais comuns é acreditar que pele oleosa dispensa hidratante. Segundo Steiner, oleosidade e hidratação são conceitos diferentes. O óleo produzido pelas glândulas sebáceas não substitui a água necessária para manter o funcionamento adequado da pele. Quando há falta de hidratação, a barreira cutânea fica fragilizada, favorecendo irritação e inflamação.

Por isso, retirar toda a oleosidade com sabonetes muito potentes ou tratamentos secativos pode acabar piorando a saúde da pele.

Skincare no inverno: veja os erros que podem sabotar sua pele

1. Continuar usando exatamente a mesma rotina do verão

A rotina que funciona durante os meses mais quentes nem sempre será adequada no inverno. Com a redução da produção natural de óleo, alguns ativos podem se tornar excessivamente agressivos para a pele durante a estação fria. A recomendação é observar como a pele reage e adaptar os produtos quando necessário.

2. Abrir mão do hidratante porque a pele é oleosa

Esse talvez seja o erro mais frequente. Segundo a especialista, pessoas com pele oleosa costumam acreditar que hidratar aumenta o brilho. Na prática, acontece justamente o contrário. Uma pele desidratada tende a ficar mais sensível, inflamada e pode até apresentar piora da acne.

No inverno, o ideal é investir em hidratantes leves, de rápida absorção e não comedogênicos.

3. Exagerar nos sabonetes secativos

Outro hábito bastante comum é aumentar a frequência da limpeza facial ou utilizar produtos muito adstringentes para eliminar qualquer sinal de oleosidade. Segundo Denise Steiner, o excesso de limpeza pode retirar água e lipídios importantes da superfície da pele, favorecendo irritação e comprometendo a barreira cutânea.

Em alguns casos, pode ser necessário até trocar o sabonete facial por uma opção mais suave durante o inverno.

O efeito rebote realmente existe?

Sim, o efeito rebote é real! Quando a pele fica excessivamente ressecada, ocorre uma irritação da barreira de proteção. Segundo a dermatologista, isso desencadeia um processo inflamatório que pode deixar a pele avermelhada, sensível, descamativa e favorecer o chamado efeito rebote.

Por isso, controlar a oleosidade não significa remover completamente o óleo natural da pele.

É preciso mudar os ativos durante o inverno?

Em muitos casos, sim. Quem utiliza ativos como ácido salicílico, retinol ou outros ácidos para controlar acne e oleosidade pode precisar reduzir a frequência de uso durante os dias mais frios.

Uma estratégia indicada pela dermatologista é alternar esses tratamentos com noites dedicadas apenas à hidratação, reduzindo o risco de irritação.

Posso continuar esfoliando?

Pode, mas com moderação. Segundo Denise Steiner, pessoas com tendência à oleosidade e aos cravos podem realizar uma esfoliação suave até duas vezes por semana. O problema acontece quando vários fatores agressivos são combinados ao mesmo tempo, como esfoliação frequente, ativos ácidos, sabonetes secativos e ausência de hidratação. Essa combinação aumenta bastante o risco de sensibilização da pele.

Protetor solar continua sendo indispensável

Outro erro bastante comum é abandonar o protetor solar durante o inverno. Mesmo nos dias frios ou nublados, a radiação ultravioleta continua atingindo a pele. Além disso, quem utiliza ácidos ou retinoides fica ainda mais suscetível aos danos causados pelo sol.

Segundo a dermatologista, inclusive pode ser interessante optar por um protetor solar com textura mais confortável durante o inverno, caso a pele esteja mais sensível e ressecada.

Como montar uma rotina de skincare no inverno?

Uma rotina equilibrada costuma seguir estes passos:

Mais do que trocar todos os produtos, a principal recomendação é observar como a pele responde às mudanças de temperatura e ajustar a rotina conforme as novas necessidades. No inverno, menos agressão costuma significar mais equilíbrio.


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