Descubra os hábitos que podem deixar as unhas fracas, quebradiças ou amareladas e veja como mudar pequenos cuidados da rotina para preservar sua aparência.
Ter unhas bonitas não depende apenas de usar um esmalte novo ou de uma manicure bem feita, viu? Na realidade, a aparência delas também pode ser afetada por pequenos hábitos que fazem parte da rotina, desde lavar louça sem proteção até remover o esmalte de maneira agressiva.
Ressecamento, descamação, quebra e alterações na coloração estão entre os problemas que podem aparecer quando as unhas são submetidas constantemente a produtos químicos, água, falta de hidratação ou cuidados inadequados. Em alguns casos, mudanças nas unhas também podem estar relacionadas a questões de saúde.
Por isso, se a ideia é manter as mãos bonitas, vale olhar além da esmaltação. Alguns comportamentos simples podem fazer diferença na aparência e na resistência das unhas.
O que deixa as unhas fracas e com aparência ruim?
As unhas são estruturas formadas principalmente por queratina. Quando ficam constantemente expostas a substâncias agressivas ou passam por procedimentos que removem sua proteção natural, podem ficar mais ressecadas, frágeis e propensas à quebra.
A falta de alguns nutrientes também pode contribuir para o enfraquecimento. A fonte consultada cita deficiências de vitaminas e sais minerais, como ferro e vitamina B12, entre os fatores relacionados às unhas fracas e quebradiças. Anemia, alterações na tireoide e problemas de circulação também aparecem entre possíveis causas.
Isso significa que nem toda unha fraca é resultado de um hábito de beleza. Quando uma alteração persiste, observar o problema com atenção é importante.
10 hábitos que podem prejudicar as unhas
1. Usar produtos de limpeza sem luvas
Detergente, cloro, alvejante e outros produtos de limpeza podem ser agressivos para a pele e para as unhas. O contato frequente pode ressecar a região e favorecer problemas nas cutículas.
A própria exposição excessiva à água também merece atenção. Quando as mãos ficam constantemente molhadas, especialmente durante tarefas domésticas, a região pode ficar mais vulnerável à proliferação de bactérias e fungos.
Por isso, vale colocar as luvas antes de começar a faxina. Depois, uma camada de hidratante nas mãos e nas cutículas ajuda a devolver a proteção perdida durante o contato com água e produtos químicos.
2. Tirar a cutícula em excesso
A cutícula não está ali apenas por uma questão estética, viu? Na verdade, ela funciona como uma barreira natural contra a entrada de microrganismos, incluindo fungos e bactérias. Quando é retirada completamente ou com muita frequência, essa proteção diminui. O resultado pode ser maior sensibilidade, ressecamento, feridas e pequenos machucados ao redor das unhas.
Se a ideia é manter as mãos bem cuidadas, não é necessário eliminar toda a cutícula. Empurrar delicadamente a pele e retirar apenas o excesso é uma alternativa menos agressiva.
3. Roer as unhas
Roer as unhas pode parecer um hábito inofensivo, mas a prática deixa a região mais vulnerável. A mordida pode provocar machucados e inchaço, além de manter a área úmida e enfraquecida.
Existe ainda outro problema: fragmentos de unhas podem carregar microrganismos para a boca e o sistema digestivo. O hábito é chamado de onicofagia e pode estar associado a momentos de ansiedade.
Por isso, quando roer as unhas se torna frequente e difícil de controlar, o problema vai além da aparência das mãos e pode exigir atenção específica.
4. Exagerar na acetona
A acetona é prática para remover esmaltes mais resistentes, mas seu uso frequente pode cobrar um preço das unhas. O produto tem ação desidratante e abrasiva, capaz de deixar a superfície mais porosa, esbranquiçada e ressecada.
Outro hábito que pode causar danos é arrancar o esmalte com as próprias unhas ou com os dentes. Em vez disso, o ideal é recorrer a produtos específicos para remoção, inclusive versões que tenham óleos ou ativos hidratantes na composição.
5. Usar esmalte constantemente, sem pausas
A esmaltação frequente também entra na lista de hábitos que merecem atenção. O uso prolongado de esmaltes sem períodos de descanso e hidratação pode contribuir para o ressecamento e deixar as unhas mais fáceis de quebrar.
As cores mais intensas ainda podem alterar temporariamente a aparência da lâmina. Vermelho, bordô, preto e laranja, por exemplo, podem deixar pigmentos na superfície e provocar um tom amarelado depois da remoção.
Dar pequenas pausas entre as esmaltações e aplicar uma base protetora antes da cor são medidas que ajudam a reduzir esse efeito.
6. Esquecer de hidratar as mãos e as cutículas
Não adianta cuidar das unhas durante a manicure e esquecer delas no restante da semana. A hidratação diária também faz parte da manutenção da região. Mãos e cutículas ressecadas ficam mais suscetíveis a rachaduras e pequenos machucados.
Cremes formulados para as mãos e produtos específicos para cutículas podem ajudar a manter a região protegida. Uma boa estratégia é deixar o hidratante em um local de fácil acesso e reaplicá-lo sempre que sentir a pele seca.
7. Cortar ou lixar as unhas de qualquer jeito
O formato escolhido também pode influenciar a resistência das unhas. Cortar os cantos de maneira inadequada ou ficar cutucando a região pode favorecer problemas. Na hora de lixar, fazer movimentos sempre no mesmo sentido ajuda a evitar que a unha fique lascando. Também é melhor não ficar mexendo nos cantinhos depois do corte.
O cuidado parece pequeno, mas faz diferença principalmente para quem costuma ter unhas que descamam ou quebram com facilidade.
8. Compartilhar alicates e instrumentos de manicure
Aquele alicate emprestado da amiga pode parecer uma solução inocente para uma emergência, mas os instrumentos usados nas unhas precisam estar devidamente limpos e esterilizados.
Alicate e outros objetos de manicure podem entrar em contato com sangue e, quando não são higienizados corretamente, podem transmitir infecções, micoses e doenças.
Ter o próprio kit de manicure é uma forma simples de reduzir esse risco. Em salões, também é importante verificar se os instrumentos são descartáveis ou passam pelo processo adequado de esterilização.
9. Manter uma alimentação pouco equilibrada
A aparência das unhas também pode refletir a alimentação. Carências nutricionais envolvendo vitaminas e minerais podem contribuir para unhas finas, fracas, ressecadas ou quebradiças. Ferro e vitamina B12 aparecem entre os nutrientes relacionados à saúde das unhas. Uma alimentação equilibrada inclui fontes de proteínas, folhas verdes, sementes, oleaginosas, frutas e outros alimentos variados.
Quando existe suspeita de deficiência nutricional, a suplementação não deve ser feita por conta própria. A identificação da carência pode exigir avaliação e exames.
10. Ignorar mudanças persistentes nas unhas
Nem toda alteração nas unhas é causada por esmalte, acetona ou falta de hidratação. Mudanças persistentes na cor, espessura, formato ou textura também podem estar relacionadas a problemas de saúde.
Unhas muito frágeis, por exemplo, podem aparecer em quadros de deficiência de ferro. Já alterações como descolamento, sulcos, manchas ou mudanças importantes na coloração podem ter diferentes causas.
Por isso, quando uma mudança não desaparece ou aparece acompanhada de dor, coceira ou secreção, vale procurar um dermatologista. A aparência das unhas pode oferecer pistas importantes, mas somente uma avaliação profissional consegue determinar a causa.
A biotina também é citada pela fonte em relação ao desenvolvimento e à queratinização das unhas. Ela pode ser encontrada em alimentos como peixes de água salgada, gema de ovo e leveduras.
Isso não significa que qualquer unha fraca seja consequência de uma deficiência nutricional. A alimentação é apenas um dos fatores que podem estar envolvidos.
Usar esmalte também pode afetar a aparência das unhas?
O problema não está necessariamente em usar esmalte. A questão é manter a unha constantemente coberta e sem períodos de cuidado. Sim, o uso prolongado de esmaltes sem intervalos e sem hidratação pode ressecar as unhas e com o tempo, elas podem ficar mais frágeis, descamar e quebrar com maior facilidade.
A recomendação é fazer pausas entre as esmaltações. Nesse intervalo, a hidratação pode entrar na rotina de cuidados.
O uso frequente de esmaltes escuros também aparece associado ao amarelamento da superfície das unhas. Cores intensas podem deixar pigmentos na lâmina ungueal, alterando temporariamente sua aparência.
Por isso, uma base protetora antes do esmalte pode ajudar a diminuir o contato direto dos pigmentos com a unha.
Quando a aparência das unhas merece atenção?
Nem toda alteração nas unhas está relacionada a um problema estético ou a um hábito de manicure. Unhas muito fracas, quebradiças ou com alterações persistentes podem estar relacionadas a deficiências nutricionais, anemia ou alterações da tireoide, por exemplo.
Mudanças na cor, espessura, formato ou textura também podem ter diferentes causas, por exemplo, infecções fúngicas e algumas condições de saúde entre as possibilidades. Por isso, quando uma alteração permanece mesmo depois da mudança dos hábitos de cuidado, vale procurar um dermatologista.
O profissional pode avaliar a unha e investigar a causa antes de indicar qualquer tratamento. No fim, manter unhas bonitas não exige uma rotina enorme. Proteger as mãos durante a limpeza, hidratar as cutículas, evitar roer, ter cuidado com a remoção do esmalte e prestar atenção à alimentação já são mudanças importantes.
Mais do que escolher a próxima cor de esmalte, cuidar das unhas significa evitar hábitos que, repetidos todos os dias, podem comprometer sua aparência e resistência.