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“Remédio indígena” pode se tornar primeiro fitoterápico a ser incluído no SUS

Conheça detalhes sobre o remédio fitoterápico a ser incluído no SUS ainda em 2026.

Thyago Murad | 9 de Fevereiro de 2026 às 09:23

Remédio fitoterápico usado por povos originários é reconhecido pelas autoridades. - Reprodução / Freepik

O Sistema Único de Saúde do Brasil caminha para um marco histórico ao incluir, pela primeira vez, um medicamento fitoterápico industrializado desenvolvido a partir de uma planta tradicionalmente utilizada por povos indígenas e comunidades tradicionais. Fique conosco para entender sobre essa medicação! 

Saiba qual medicamento indigena será incluído no SUS

A medicação em questão se trata da Phyllanthus niruri, popularmente conhecida como quebra-pedra, que está em vias de ser o primeiro fitoterápico formalmente incorporado ao SUS e que poderá ser disponibilizado à população a partir de 2026. 

A planta tem um histórico de uso popular há séculos, principalmente para auxiliar em problemas ligados ao trato urinário. Com o uso proveniente de povos originários, agricultores familiares e comunidades tradicionais, serviu de base para que pesquisadores desenvolvessem um fitoterápico industrializado capaz de integrar os protocolos da medicina moderna. 

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A produção envolve parcerias entre a Fiocruz, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), com investimento de aproximadamente R$ 2,4 milhões. 

O fitoterápico ainda precisa passar por etapas regulamentares antes de ser distribuído pelo SUS em larga escala. Após a produção de lotes-piloto, serão feitos estudos de estabilidade que serão submetidos à avaliação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária. 

Esse processo regulatório é obrigatório para garantir que o medicamento atenda aos padrões de eficácia, segurança e qualidade exigidos para qualquer produto farmacêutico. A expectativa é que esse ciclo completo possa levar até dois anos, com previsão inicial de fornecimento ao SUS a partir do segundo semestre de 2026. 


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