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Paciente paraplégico diz ter movido o pé após uso de substância ainda em testes

Entenda o caso do paciente paraplégico que moveu os pés após uso de substância ainda não aprovada para uso pela Anvisa.

Thyago Soares | 13 de Janeiro de 2026 às 09:47

A substância proporcionou resultados impressionantes, embora ainda esteja em fase de estudos. - Reprodução / Divulgação

Um homem com lesão medular completa relatou ter recuperado movimentos voluntários no pé e em outras partes do corpo depois de receber uma substância ainda em fase de testes chamada polilaminina, segundo relatos de médicos e da própria família. 

Entenda o caso

A ocorrência foi registrada recentemente no Brasil e vem sendo acompanhada por pesquisadores. O paciente em questão é Diogo Barros Brollo, de 35 anos, que ficou paraplégico após uma queda de um prédio enquanto trabalhava em Nova Friburgo, no Rio de Janeiro. 

Brollo foi diagnosticado com perda total de movimentos e sensibilidade abaixo da cintura. Há cerca de um mês, por determinação da Justiça, recebeu a aplicação de polilaminina, um composto estudado como potencial agente regenerador da medula espinhal por pesquisadores da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

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Duas semanas após a aplicação, Diogo começou a sentir retorno parcial da sensibilidade e da função motora, incluindo contração na coxa, movimentação do pé e ativação da musculatura do esfíncter, conforme documentação da equipe científica responsável pelo procedimento. 

Esses sinais de recuperação foram registrados em relatórios clínicos e representam um fenômeno raro em casos semelhantes ao de Diogo, nos quais há lesão medular completa.

Além do caso de Diogo, a justiça já autorizou a aplicação da polilaminina em pacientes com lesões similares e até o momento, dez autorizações foram concedidas, e cinco aplicações já foram realizadas ou estão previstas em estados como São Paulo, Espírito Santo, Paraná e Bahia. 

Sobre a substância utilizada

A substância utilizada em questão, chamada de polilaminina, ainda não possui autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária para uso rotineiro em humanos e ainda precisa, e deve, passar por mais estudos clínicos oficiais para avaliar a sua segurança e eficácia. 


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