Conheça detalhes do caso da influencer que amputou o dedo após fazer as unhas e saiba o que ocorreu.
Um hábito comum na rotina de beleza de muita gente acabou ganhando contornos alarmantes após o relato de uma influenciadora norte-americana viralizar nas redes sociais. Ashley Christmas publicou um vídeo no TikTok que já ultrapassou 2 milhões de visualizações contando que precisou amputar parte de um dedo depois de contrair uma infecção ao fazer as unhas em um salão nos Estados Unidos.
Entenda o ocorrido com Ashley
Segundo a influencer, pouco tempo depois de fazer as suas unhas ela começou a sentir dores. Ao procurar ajuda médica depois do desconforto evoluir, os profissionais da saúde descobriram que se tratava de um quadro infeccioso.
Diante da progressão da infecção e das complicações, a única alternativa para conter o problema foi a amputação de parte do dedo afetado.
O caso reacendeu o debate sobre os cuidados necessários em procedimentos aparentemente simples e rotineiros, como a manicure. Embora raras, complicações podem ocorrer, especialmente quando não há esterilização adequada dos instrumentos ou quando os primeiros sinais de infecção são ignorados.
Caso semelhante já ocorreu no Brasil
A situação vivida por Ashley não é isolada e no ano passado, um episódio semelhante chamou a atenção no Brasil. Uma mulher de 66 anos, moradora de Goiânia, desenvolveu uma infecção grave no dedo após realizar um procedimento em um salão de beleza. O quadro evoluiu para necrose e exigiu quatro cirurgias para evitar a perda total do membro, além de tratamento prolongado e processo de reabilitação.
Especialistas alertam que infecções na região das unhas, conhecidas como paroníquia, podem começar de forma discreta, mas evoluir rapidamente quando não tratadas de maneira adequada.
O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão, Dr. Roberto Luiz Sobania, explica que é essencial ficar atento a sintomas como dor persistente, vermelhidão, inchaço e presença de secreção após procedimentos nas unhas. “Diante de qualquer alteração, a recomendação é não recorrer à automedicação nem tentar resolver em casa, mas buscar avaliação médica. Quando identificada precocemente, a paroníquia costuma ter tratamento simples e boa evolução”, fala.
O especialista destaca que a infecção pode ultrapassar a região da unha e atingir estruturas mais profundas. “A infecção pode comprometer a região da unha, atingir o dedo, a polpa digital e, em casos mais avançados, se disseminar. O risco é ainda maior em pessoas com condições de saúde como o diabetes ou naquelas que demoram a buscar atendimento, já que o processo infeccioso pode progredir pela mão e levar a danos graves na extremidade do dedo, inclusive com possibilidade de perda dessa área”.
Como se prevenir?
De acordo com o presidente da SBCM, a principal forma de prevenção é garantir que todos os instrumentos utilizados sejam rigorosamente esterilizados. “O ideal é que esses materiais sejam de uso individual. Além disso, a higiene frequente das mãos é fundamental”, salienta.
O alerta reforça que procedimentos estéticos, por mais simples que pareçam, envolvem riscos quando realizados sem os devidos cuidados. Observar sinais de alerta e procurar atendimento médico logo nos primeiros sintomas pode fazer toda a diferença entre um tratamento simples e consequências irreversíveis.
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