Conheça os principais sintomas associados à supergripe K, H3N2, que teve primeiro caso confirmado no Brasil.
A gripe K, uma variante do vírus influenza A H3N2, tem se tornado motivo de preocupação das autoridades de saúde do Brasil e do mundo. Essa linhagem, denominada subclado K, já foi detectada em vários países, inclusive o Brasil, e especialistas destacam que entender os sintomas e as orientações médicas é essencial para saber como agir diante dessa situação.
Sobre a gripe K
A gripe K não é um vírus completamente novo, mas sim uma variante da influenza A H3N2, que já circula em humanos há décadas. O que muda neste caso são mutações suficientes para diferenciá-la das versões anteriores e aumentar sua predominância em amostras analisadas.
Isso significa que a cepa pode escapar parcialmente da proteção conferida pelas vacinas desenvolvidas antes da sua identificação, contudo, o Ministério da saúde reforça que a principal estratégia de prevenção contra a doença continua sendo a vacinação contra a gripe.
Sintomas típicos da gripe K
Os sintomas mais comuns associados à gripe K costumam durar entre três à sete dias e deverão ser parecidos com os de uma gripe tradicional. Entre os sinais mais relatados por médicos estão febre de início súbito, tosse, dor de cabeça, dores musculares e articulares, dor de garganta, cansaço excessivo e mal-estar geral.
Esses sintomas podem se intensificar em determinados grupos, especialmente entre os idosos e pessoas com condições crônicas, que têm maior risco de complicações.
“Não há nenhum sintoma diferente ou característico desse subclado. O quadro clínico é o de uma síndrome gripal típica.”, afirma o pediatra e infectologista Renato Kfouri, vice-presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações, ao G1.
Além dos sinais típicos, em alguns casos de influenza a evolução pode incluir problemas respiratórios mais sérios, que exigem atenção médica, especialmente quando há dificuldade para respirar, cansaço extremo, confusão mental ou piora após os primeiros dias de doença.
Até o momento não há evidências de que a gripe K cause quadros mais graves. Entretanto, pessoas com maior risco, como idosos, crianças pequenas, gestantes, imunocomprometidos e portadores de doenças crônicas, devem procurar orientação médica ao primeiro sinal de sintomas gripais ou sempre que houver piora do quadro.
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