Henrique Fogaça, do Masterchef, perde 17kg em 3 meses após seguir 'dieta da selva', contudo, especialistas apontam riscos do regime.
O chef Henrique Fogaça, de 51 anos, surpreendeu seguidores e fãs ao revelar que emagreceu 17 quilos em apenas três meses após adotar a chamada “dieta da selva”, um regime com forte ênfase no consumo de carnes e gorduras animais, com corte quase total de carboidratos.
Saiba detalhes do emagrecimento de Fogaça
O jurado do ‘Masterchef’ detalhou que a mudança em sua alimentação se deu por influência do seu filho, que já seguia o plano. Ele descreveu sua alimentação atual como “mais limpa e objetiva”, com café da manhã simples, como omelete ou ovos mexidos com gordura animal e frutas, e almoços compostos por carnes e saladas.
Além disso, Fogaça afirma manter uma rotina regular de exercícios de força como musculação, de três a quatro vezes por semana, o que, segundo ele, contribuiu para o emagrecimento rápido. Confira imagem divulgada pelo chef:
Sobre a Dieta da Selva
De modo geral, a “dieta da selva” busca imitar um padrão alimentar chamado “ancestral”, com base no que se acreditava ser a alimentação dos humanos primitivos, ou seja, a base de muita carne, gorduras animais, produtos naturais, e pouca ou nenhuma farinha, grãos refinados ou carboidratos modernos.
Na prática adotada por Fogaça, isso representou praticamente eliminar pães, massas, arroz e dar prioridade a proteínas e gorduras animais, o que, segundo ele, trouxe mais “energia e estabilidade ao longo do dia”.
Porém, especialistas da saúde alertam que adotar dietas extremamente restritivas como a da selva podem provocar consequências negativas para o organismo. A ausência de carboidratos prejudica o fornecimento de energia básica, fibras e nutrientes importantes para o organismo, além disso, o excesso de proteínas e gorduras animais pode sobrecarregar rins, fígado e aumentar o risco de problemas cardiovasculares.
Segundo a nutricionista Juliana Andrade em entrevista ao Metrópoles, é necessário ter atenção e contar com acompanhamento profissional antes de aderir a mudanças extremas, uma vez que cada metabolismo reage de um jeito e não necessariamente a dieta que serviu para o Fogaça, poderá ser segura para todos.
“Priorizar alimentos naturais é positivo, mas extremismos exigem acompanhamento. Dieta é ferramenta, e toda ferramenta, se usada sem orientação, pode trazer risco”, alerta a profissional.
Quer mais informações sobre saúde e bem-estar? A revista Seleções traz, edição após edição, reportagens completas para manter você informado. Assine a versão impressa e receba esses conteúdos na comodidade da sua casa.