Pesquisa brasileira aponta que vacina para herpes-zóster é segura para pacientes com doenças autoimunes, como reumatismo e lúpus.
Uma pesquisa conduzida por cientistas brasileiros trouxe uma notícia importante para quem convive com doenças reumáticas autoimunes. O estudo indica que a vacina contra o herpes-zóster pode ser aplicada com segurança nesse grupo, considerado mais vulnerável a infecções.
Entenda a pesquisa
A investigação foi realizada por pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e teve seus resultados publicados em uma das principais revistas científicas da área, reforçando a relevância dos achados.
Um dos principais receios de pacientes e médicos sempre foi a possibilidade de a vacinação desencadear piora das doenças autoimunes, como artrite reumatoide e lúpus. No entanto, os dados apontam que esse risco não se confirmou.
O estudo acompanhou 1.192 pacientes com diferentes diagnósticos e concluiu que não houve aumento no agravamento das condições pré-existentes, mesmo entre aqueles com doença ativa ou em uso de imunossupressores.
A taxa de piora foi praticamente a mesma entre os grupos analisados, sendo de 14% entre os vacinados e 15% entre os que receberam placebo, o que reforça a segurança do imunizante.
Um dos principais receios de pacientes e médicos sempre foi a possibilidade de a vacinação desencadear piora das doenças autoimunes, como artrite reumatoide e lúpus. No entanto, os dados apontam que esse risco não se confirmou.
O estudo acompanhou 1.192 pacientes com diferentes diagnósticos e concluiu que não houve aumento no agravamento das condições pré-existentes, mesmo entre aqueles com doença ativa ou em uso de imunossupressores.
A taxa de piora foi praticamente a mesma entre os grupos analisados, sendo de 14% entre os vacinados e 15% entre os que receberam placebo, o que reforça a segurança do imunizante.
“Trinta porcento dos nossos pacientes estavam com a doença em atividade, tomaram a vacina e não tiveram piora, mostrando que ela é altamente segura para essa população”, explicou à Agência Brasil a responsável pela pesquisa e titular de Reumatologia do Departamento de Clínica Médica da FMUSP, Eloisa Bonfá.
Os efeitos adversos foram leves
Outro ponto destacado pelos pesquisadores foi a baixa ocorrência de efeitos colaterais. Entre os pacientes com doenças reumáticas, os eventos adversos foram, em geral, leves, como dor no local da aplicação e febre.
Curiosamente, esses sintomas apareceram com menor frequência nesse grupo do que entre pessoas saudáveis que participaram como controle.
Apesar dos resultados positivos, o estudo identificou que alguns medicamentos podem interferir na resposta à vacina. Pacientes em uso de substâncias como rituximabe e micofenolato de mofetila apresentaram menor produção de anticorpos.
Nesses casos, especialistas indicam que a vacinação deve ser avaliada individualmente, podendo incluir estratégias como doses adicionais ou ajustes no tratamento.
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