Entenda o que dizem especialistas sobre riscos de uma nova pandemia e quais doenças estão sendo monitoradas.
As autoridades em saúde e pesquisadores alertam que é questão de tempo para que venha a ocorrer mais uma pandemia global. Em declarações recentes, representantes da Organização Mundial da Saúde reforçaram que outra crise sanitária mundial é inevitável, e que o mundo deve intensificar os esforços de vigilância, prevenção e preparação.
Entenda a declaração da OMS
A combinação de fatores ambientais, sociais e biológicos têm ampliado o risco de novas pandemias, como por exemplo, a expansão urbana sobre áreas naturais, o desmatamento e o maior contato entre humanos e animais selvagens facilitam que vírus ainda desconhecidos “pulem” de animais para pessoas.
Com essas pressões, a probabilidade de surgimento de novos patógenos com potencial pandêmico cresce a cada dia e agentes como o vírus da gripe aviária passam a ser observados com atenção redobrada.
Cientistas advertem que um vírus respiratório com alta capacidade de mutação e transmissão pode ser o gatilho da próxima emergência global. “Observamos o aumento da ocorrência de epidemias, o que é um passo para que pandemias aconteçam”, justificou a cientista Lívia Caricio, diretora do Instituto Evandro Chagas (IEC), instituição de pesquisa e vigilância em saúde na Região Amazônica.
No Brasil, além das condições respiratórias, os vírus transmitidos por mosquitos e carrapatos também são monitorados. Doenças como a febre oropouche, a febre amarela e a zika, e segundo publicação do Estadão, a região Norte do país é a mais vulnerável a situações epidemiológicas devido ao clima.
“Antes, a gente tinha regiões muito limitadas de ocorrência dessas doenças, que eram as regiões tropicais, onde as condições de alta temperatura e pluviosidade beneficiam a procriação dos mosquitos. Mas, hoje, o cenário mudou, (os mosquitos aparecem em) áreas que antes eram consideradas zonas temperadas. Então, a possibilidade de ganharem uma dispersão maior e de talvez causarem uma pandemia é real“, explicou Lívia Caricio ao jornal.
Na lista da OMS de possíveis ameaças globais, doenças como a mpox e o ebola figuram entre as maiores preocupações e alvos de monitoramento.
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