Anvisa retira do mercado suplementos alimentares e lotes de paracetamol

Entenda quais produtos foram retirados do mercado e o motivo pelo qual a Anvisa precisou agir.

Thyago Soares | 12 de Dezembro de 2025 às 08:54

Anvisa veta diversos produtos e medicamentos. - Reprodução / Agência Brasil

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou esta semana a retenção, proibição e recolhimento de diversos produtos que circulavam no mercado brasileiro, incluindo suplementos alimentares irregulares e lotes do medicamento paracetamol com codeína.

Saiba quais produtos foram vetados pela Anvisa

Entre os itens atingidos está o suplemento Milagroso em Cápsulas Jes, cuja venda, uso, fabricação e propaganda foram suspensos pela Anvisa. A agência constatou que o produto, além de usar um nome proibido e prometer benefícios terapêuticos que não podem ser atribuídos a suplementos alimentares, continha ingredientes sem autorização para esse tipo de produto, como gengibre, salsaparrilha, sucupira, mururê, macacá e quebra-pedra. 

A Anvisa também proibiu a fabricação, comercialização e consumo do Flock Dent Camomilina, medicamento que era anunciado para aliviar a dor da dentição em bebês, mas continha substâncias não permitidas para essa faixa etária e uma propaganda que contrariava a regulamentação sanitária.

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Outro caso envolve a fórmula pediátrica Nesh Pentasure Pedia, cujo rótulo apresentava erro de informação. A própria fabricante solicitou a restrição porque o produto constava como “fórmula hidrolisada”, descrição que não correspondia à realidade, o que poderia induzir erroneamente profissionais de saúde e consumidores.

A agência determinou ainda o recolhimento de diversos produtos com creatina monoidratada após o fabricante Basecol Mix identificar irregularidades na fórmula. As marcas afetadas incluem Creatina Creamy, Crea Cream, Pasta de Creatina e Creme de Creatina, que agora estão proibidas de serem produzidas, vendidas ou utilizadas no país.

Além dos suplementos, o órgão também ordenou o recolhimento de lotes do medicamento Paracetamol + Fosfato de Codeína, fabricado pela Geolab Indústria Farmacêutica S/A. A medida atinge remédios usados em hospitais e vendidos em farmácias, após a identificação de variações na quantidade de codeína acima dos limites aceitáveis de boas práticas de fabricação. Os lotes afetados foram produzidos a partir de janeiro de 2025 e agora devem ser retirados de circulação.

As ações fazem parte das atribuições da agência de fiscalizar e regulamentar produtos de uso humano, assegurando que somente itens seguros, com composição adequada e rotulagem fiel à realidade cheguem ao consumidor. 

Quem possui produtos relacionados nas decisões deve interromper o uso imediatamente e procurar orientação profissional ou acionar o serviço de proteção ao consumidor.


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