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Anvisa proíbe venda de suplemento irregular e creatina; entenda

Anvisa proíbe suplemento irregular e suspende lotes de creatina em gomas! Entenda o motivo e veja quais produtos foram afetados.

Thyago Murad | 26 de Junho de 2026 às 12:00

Suplemento teve suas vendas suspensas por órgão regulador. - Reprodução / Freepik

A Anvisa proibiu a venda de um suplemento alimentar em cápsulas e também suspendeu lotes de uma creatina em gomas mastigáveis após identificar irregularidades. As medidas chamam atenção porque envolvem tanto um produto com origem e composição indefinidas quanto lotes de suplemento que apresentaram problemas ligados à quantidade de creatina e à rotulagem.

No caso mais grave, a agência determinou a apreensão do suplemento Artro100, além de proibir a venda, a distribuição, a fabricação, a divulgação e o uso do produto. Já em relação à creatina, a decisão envolve lotes específicos de uma versão em gomas sabor uva verde.

Para quem consome esse tipo de item no dia a dia, a decisão serve como alerta. Afinal, produtos vendidos como suplemento alimentar precisam seguir regras claras de composição, rotulagem e divulgação. Quando isso não acontece, a segurança do consumidor pode ser colocada em risco.

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Anvisa proíbe suplemento irregular

A decisão mais ampla da Anvisa envolve o suplemento alimentar em cápsulas Artro100, produzido por uma empresa desconhecida. A agência determinou a apreensão do produto e proibiu sua venda, distribuição, fabricação, divulgação e uso.

Segundo as informações divulgadas, a medida foi adotada porque o suplemento tinha origem e composição indeterminadas. Esse ponto, por si só, já é suficiente para acender um alerta importante, porque significa que não há clareza adequada sobre o que está sendo oferecido ao consumidor.

Além disso, a Anvisa informou que o produto apresentava propagandas com alegações terapêuticas indevidas para alimentos. Entre elas, estavam promessas como combater inflamações, fortalecer articulações, aliviar desconfortos e melhorar a mobilidade.

Esse tipo de discurso é especialmente sensível porque suplementos alimentares não podem ser divulgados como se fossem medicamentos ou soluções terapêuticas para sintomas e condições específicas quando isso não é autorizado.

Por que o caso do Artro100 preocupa

O problema não está apenas na irregularidade burocrática. Na verdade, quando a Anvisa aponta que um suplemento tem origem e composição indeterminadas, isso significa que faltam informações essenciais para garantir a conformidade do produto.

Na prática, isso deixa o consumidor sem referência segura sobre o que está ingerindo. E quando essa incerteza vem acompanhada de promessas ligadas à saúde, o risco de indução ao erro se torna ainda maior.

No caso do Artro100, o produto era apresentado com apelos que sugeriam benefícios para inflamações, articulações e mobilidade. Isso pode levar uma pessoa a enxergar o suplemento como alternativa para desconfortos físicos ou problemas de saúde, mesmo sem respaldo regulatório adequado para esse tipo de comunicação.

Por isso, a resposta da Anvisa foi mais dura e incluiu não apenas a interrupção da comercialização, mas também a apreensão do produto.

Creatina em gomas também teve lotes suspensos

Além da proibição do Artro100, outra resolução da Anvisa determinou a suspensão da comercialização, da distribuição, da divulgação e do consumo de lotes específicos de um suplemento alimentar de creatina em gomas mastigáveis sabor uva verde.

O produto é da empresa Idn Labs Indústria Farmacêutica & Food Supplements Ltda. e os lotes atingidos pela decisão são:

Nesse caso, a medida não atinge toda a linha indistintamente, mas sim esses lotes específicos citados na resolução.

O que motivou a suspensão dos lotes de creatina

Segundo a Anvisa, a própria empresa comunicou o recolhimento voluntário após identificar teor de creatina fora dos limites estabelecidos.

Esse detalhe é importante porque mostra que o problema estava ligado à conformidade do produto em relação ao que deveria ser entregue ao consumidor. Quando um suplemento apresenta teor fora do limite previsto, isso compromete a regularidade do item e coloca em xeque a confiança na rotulagem e na formulação.

Mas esse não foi o único ponto levantado pela agência. Em nota, a Anvisa informou: “Além disso, os produtos apresentavam irregularidades de rotulagem, com uso de alegações não autorizadas, divergências quanto ao fabricante e outras inconformidades que comprometem a segurança e a conformidade regulatória do produto”.

Ou seja, além da questão ligada ao teor de creatina, também havia problemas nas informações apresentadas ao público e em outros aspectos regulatórios do produto.

O que o consumidor deve observar em casos assim

Quando um produto entra em resolução da Anvisa, o primeiro passo é verificar se ele corresponde exatamente ao item ou lote mencionado. No caso da creatina, isso significa checar se o suplemento em gomas mastigáveis sabor uva verde pertence a um dos três lotes suspensos.

Já em relação ao Artro100, a orientação prática é redobrar o cuidado porque a decisão foi de apreensão e proibição ampla do produto.

Situações como essa também reforçam a importância de prestar atenção a promessas exageradas na divulgação de suplementos. Alegações como combate a inflamações, melhora da mobilidade ou fortalecimento de articulações podem soar atraentes, mas nem sempre são permitidas para alimentos.


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