Foi quando teve certeza do que faria: investiria em tijolos, sacos de areia, latas de tinta, bolas de futebol, de basquete, pés de pato e sonhos. “Na época, meu filho tinha dez anos, e eu sempre tive o hábito de acompanhá-lo nas atividades esportivas que praticava. Então comecei a vislumbrar nesse universo algo que me daria prazer em realizar. Sempre acreditei que o esporte é um bom caminho para formar cidadãos de bem”, explica Augusta, que hoje é a empresária por trás da Escola de Esportes Conviver, no bairro da Penha, zona leste de São Paulo.
A escola, que atende cerca de 420 alunos de todas as idades e oferece mais de 15 atividades esportivas e de lazer, recebeu em 2014 o prêmio de empreendedorismo concedido pela Associação Comercial de São Paulo.
Hoje, o faturamento mensal é de R$ 68 mil, mas Augusta segue mais preocupada com conquistas do que com lucro. Em 2015, aos 60 anos, ela se formou pela quarta vez, agora em Educação Física pela USP. Augusta já era graduada em Ciências Contábeis, Administração e Direito.
“Muita gente me chamou de maluca por investir tudo que tinha, mas todo empresário tem que arriscar! E os sonhos não têm idade. Independentemente da fase da vida, acho que é preciso estarmos sempre envolvidos com algo de que gostamos, mesmo que isso nos dê ‘trabalho’. ”, brinca a empresária, que pratica vôlei três vezes por semana e trabalha mais de 10 horas por dia.