Cuecas suspeitas, fugas de bicicleta e ladrões presos dentro do próprio carro, conheça as histórias reais dos criminosos mais idiotas do mundo.
Existe um tipo de notícia que a gente lê, relê e ainda não acredita. Não pela gravidade, mas pelo nível de incompetência e absurdo do ocorrido. Os criminosos que você vai conhecer aqui cometeram erros tão absurdos que a polícia mal precisou investigar. Reunimos as histórias mais engraçadas de ladrões ao redor do mundo que, digamos, não pensaram muito bem no que estavam fazendo.
Histórias de fugas que terminaram mal (muito mal)
O rastro de dinheiro
Dois homens explodiram um caixa eletrônico em um posto de gasolina em Stockport, na Inglaterra, usando gás explosivo e fugiram com cerca de 25 mil libras esterlinas. Parecia um crime quase perfeito. O problema está nesse "quase".
Quando chegou ao local, a polícia encontrou o caixa automático parcialmente destruído, mas também encontrou algo inusitado. No caminho, os bandidos foram largando notas pelo chão, como se deixassem uma trilha de migalhas para a polícia seguir. O rastro levou os agentes diretamente ao esconderijo dos dois: debaixo de uma ponte de sinalização de estrada. Pendurados sobre o tráfego, os ladrões quase agradeceram ao serem presos pois estavam quase caindo no meio do trânsito. Eles se declararam culpados de roubo e de “provocar uma explosão que pôs vidas em risco” e foram condenados a um total de 15 anos e meio de prisão.
O endereço que caiu do bolso
Um ladrão alemão facilitou o trabalho da polícia de uma forma nunca antes visto. Depois de arrancar a bolsa de uma senhora de 81 anos em plena luz do dia em Hildesheim, o ladrão pulou numa bicicleta e fugiu. E para garantir que ninguém o seguisse, fez uma curva rápida e acertou em cheio um poste. Com a bicicleta detonada, ele a abandonou e fugiu a pé. O problema é que durante a queda, ele derrubou uma carta com seu endereço residencial. A polícia chegou à casa do crimonoso antes dele e o prendeu assim que o avistaram.
Preso no próprio carro do crime
Em Barcelona, um ladrão aproveitou que um motorista havia saído para pagar o estacionamento e pulou dentro do carro. O motorista, ao perceber, travou as portas do seu Audi remotamente enquanto se afastava.
Após quase quatro horas preso dentro do carro quente, coberto de suor, desidratado e um tanto zonzo pela falta de oxigênio, o homem foi finalmente resgatado pela polícia, depois que pedestres notaram as janelas estranhamente embaçadas. “Sorte sua que o dia estava nublado”, observou um policial depois de prender o ladrão. “Se estivesse sol, você teria morrido.”
Direto para a viatura
Tarde da noite, a polícia que patrulhava Flensburg, na Alemanha, viu um rapaz agindo estranhamente. Os policiais o abordaram e, ao verificar seu nome nos arquivos da polícia, descobriram que era procurado, com três mandados de prisão. Em vez de ficar por ali e aguardar seu destino, o rapaz de 24 anos correu o mais depressa que pôde, pulou num carro próximo e mandou o motorista “pisar fundo”.
Para o azar do jovem, o veículo era uma viatura descaracterizada. O motorista, como solicitado, pisou fundo, mas para a cadeia de forma bastante eficiente.
Histórias na qual o plano era bom, mas a execução, nem tanto
GPS ligado, cérebro desligado
Após roubar pulseiras e anéis de uma joalheria em Leicester, na Inglaterra, os ladrões fugiram de carro. Quando a polícia localizou o veículo abandonado, encontrou dois achados importantes: o sistema de GPS com o trajeto completo da fuga e, numa distração ainda maior, um dos homens tinha esquecido o endereço de destino escrito num papel dentro do carro. Os três envolvidos foram condenados a um total de 21 anos de prisão.
A mochila que se mexia
As malas de passageiros que iam de ônibus para o aeroporto de Beauvais, perto de Paris, estavam sendo furtadas de forma misteriosa. A polícia não conseguia entender como alguém acessava o compartimento de bagagens em movimento, roubava objetos das malas e sumia sem ser visto.
A resposta estava literalmente dentro de uma mala. Um motorista atento notou que uma mochila e uma mala enorme de um passageiro continha algo que se mexia. No aeroporto, a polícia encontrou uma mochila com notebooks e objetos de valor... e, dentro da mala, um homem encolhido. Na hora que a polícia viu aquilo, o esquema ficou claro: o comparsa escondia o ladrão na mala, que saía durante o trajeto, furtava o que encontrava, colocava na mochila e voltava para dentro antes da chegada. Os dois foram condenados em outubro de 2017 a 8 e 12 meses de prisão, respectivamente.
Traídos pelo peso da ganância
Você sabe quanto pesa uma bolsa contendo 20 mil cigarros, ou mais ou menos isso? Se a sua resposta é não, você não é o único, três bandidos da Inglaterra também não sabiam.
Depois de encher a bolsa com cerca de mil maços de cigarros, nas Midlands, na Inglaterra, três bandidos foram incapazes de levantá-la e passá-la por cima do balcão da tabacaria, sair da loja e fugir.
O plano era bom. Mas o problema era que a bolsa, com todo aquele peso, ficou impossível de levantar. Eles não conseguiram passar a sacola pelo balcão, sair da loja e fugir.
Quando a polícia chegou ao supermercado, os criminosos fugiam de mãos vazias. Como comentou o juiz mais tarde, “esse roubo foi bem planejado, embora mal executado […] Os senhores foram traídos por sua própria ganância”. Os três homens foram condenados a um total de 14 anos de prisão.
Leia antes de usar
Em 2017, pouco antes do jantar, um homem de 24 anos, com um colega de 17, decidiu roubar uma farmácia na cidade de Perth, na Austrália. Eles tiveram a ideia de neutralizar o balconista com spray de pimenta. O ladrão agitou a lata e lançou um jato de gás ardente. Mas o bico estava virado para trás, e o ladrão atingiu o próprio rosto. Enquanto isso, o cúmplice, armado com uma faca, se cortou.
Os bandidos fugiram, mas foram encontrados pouco depois pela polícia. Mais tarde, eles tiveram de explicar seus contratempos ao juiz do tribunal distrital.
Histórias de quando a roupa entrega o ladrão

A cueca da discórdia
De manhã cedo, uma moradora de Bridgend, no País de Gales, surpreendeu um ladrão vasculhando os armários do andar de baixo. Ele fugiu rapidamente, mas não antes que ela notasse algo inusitado: uma cueca estampada com hambúrgueres, rosquinhas e batatas fritas. A esquisitice da roupa seria a ruína do ladrão.
Darren Machon, de 39 anos, já era procurado pela polícia e foi preso horas depois, após uma perseguição de carro no centro da cidade. Na carceragem, ao trocar de roupa, um policial reconheceu a peça imediatamente. A "cueca divertida" foi apresentada como prova no Real Tribunal de Cardiff. Machon foi condenado a dois anos e dez meses de prisão por tentativa de roubo e direção perigosa.
A calça que virou balaclava
Ninguém descreveria o ladrão contumaz Paul Bartlett como alguém atento aos detalhes. O bandido de 47 anos, com uma balaclava feita em casa, roubou em três dias três lojas na área de Birmingham, na Inglaterra, saindo com bebidas, cigarros e dinheiro. Num dos ataques ele perdeu tempo tirando os trocados da gaveta do caixa (brincando que estava falido). Em outro lugar, chamou sem querer o cúmplice Adam Breen pelo nome verdadeiro, o que ajudou a polícia a encontrar os dois.
Quando revistaram a casa de Bartlett, os policiais acharam, entre outros itens incriminadores, uma calça com uma perna só. A outra perna Bartlett usou para fazer a balaclava grosseira que usava nos golpes. Bartlett, que tinha 27 condenações anteriores por 78 crimes, foi condenado a 13 anos de prisão. Breen recebeu cinco anos e dois meses.
Histórias de crimes com um toque especial de azar
Sexta-feira 13
Numa sexta-feira 13, dois homens mascarados decidiram roubar uma joalheria perto de Estocolmo. Mas aquele não foi seu dia de sorte. Claramente amadores, os criminosos encheram um sacolão com mercadorias e correram até o veículo de fuga — uma motoneta que não quis dar a partida. Além de ela não dar a partida, a sacolona com o furto era desajeitada demais para carregar. Os dois foram presos a poucos metros da loja.
Os sinos da derrota
Por volta das duas da madrugada, um ladrão invadiu uma igreja em Mühlhausen, na Alemanha. No escuro total, começou a tatear as paredes atrás de um interruptor, encontrou uma caixa de passagem e foi testando os botões. De repente, os sinos da igreja começaram a tocar. O homem, 32 anos, agarrou uma estatueta de madeira e fugiu… Mas foi preso pelo carro da polícia que fazia a ronda de rotina.
Preso entre as grades
Em Madri, um ladrão quebrou o vidro da porta de uma lavanderia e tentou passar pela grade para entrar. Ele não conseguiu e ficou com a cabeça presa entre duas barras. A polícia e os bombeiros precisaram ser acionados para o resgate.
O ladrão do gesso
Um ladrão com gesso na perna direita arrombou um café em Flandres, na Bélgica, e fugiu de bicicleta com cerca de dois mil euros. As câmeras da cidade acompanharam sua fuga desajeitada até uma casa próxima. O detalhe: na semana anterior, esse mesmo ladrão havia caído de um telhado durante outra tentativa de roubo, quebrado o tornozelo e sido levado ao hospital pela mesma polícia que o prendera. Ao ser solto, voltou a roubar, mas dessa vez não escapou.
Histórias de criminosos vaidosos, gananciosos, apressados e outros sentimentos inimigos do crime
A barba que denunciou o ladrão
Em Vantaa, na Finlândia, um homem entrou numa loja de eletrônicos, pegou um fone de ouvido, foi até o provador e o enfiou no bolso. Missão cumprida, até ele passar por um espelho na saída.
Não gostou do que viu. Voltou, pegou um barbeador elétrico de uma prateleira e aparou a barba ali mesmo. Os funcionários, que já o observavam, o detiveram na saída. O fone estava no bolso. O barbeador, após o uso, não pôde ser vendido. O homem foi acusado de furto e danos à propriedade.
A bicicleta rápida demais
Em Halikko, na Finlândia, um ladrão que havia furtado vários itens de um supermercado encontrou uma bicicleta na saída e decidiu fazer uma fuga veloz. Com tanta pressa, não percebeu que as portas automáticas da entrada principal não abririam rápido o suficiente. A bicicleta bateu no vidro. Um guarda de segurança o deteve.
Marujos de má sorte
Na cidade pesqueira de La Rochelle, no litoral da França, quatro jovens de vinte e poucos anos avistaram um catamarã atracado no píer de um clube de vela e decidiram "tomar emprestado" para um passeio noturno. Soltaram o barco e seguiram para alto-mar, mas deixaram de notar algumas coisas: primeiro, o barco era pequeno, e era para no máximo duas pessoas. Depois, as tampas das válvulas de drenagem não estavam aparafusadas. Antes que os rapazes o levassem muito além das docas, o barco afundou. O quarteto foi resgatado e jogado numa cela, literalmente, para secar. Eles acabaram pagando 2 mil euros pela recuperação do barco.
O ladrão que roubou a própria advogada
Charlotte Johnson defendia Bobby Heath, de 26 anos, da cidade de Strood, em Kent, acusado de crimes com drogas e infrações de trânsito, quando percebeu que seu celular havia desaparecido. As imagens do circuito interno do tribunal mostraram o próprio réu guardando o aparelho no bolso durante a audiência.
Heath foi julgado, condenado por roubo e ficou preso por duas semanas. "Esse crime mostra que ele não se importa com quem seja a vítima", disse o policial responsável pelo caso.
Troco miúdo e moral miudinha
Um homem arrombou uma agência galesa dos correios e foi preso quando tentou comprar um carro usado com uma enorme pilha de moedas. As câmeras de segurança da agência dos correios mostraram Daniel Allen Thomas, 29 anos, saindo do local com dinheiro e cigarros. Pouco depois ele ofereceu mil libras em moedinhas que pesavam 9,5 kg a um homem que vendia um Renault Clio. Desconfiado, o vendedor recusou, e assim Thomas voltou com notas.
A polícia o pegou depois de um apelo pelas mídias sociais. A princípio, Thomas negou que fosse ele, mas, diante do vídeo das câmeras de segurança e da história da venda do carro, admitiu a culpa. Foi condenado a dois anos de prisão.
Histórias de criminosos que roubaram, mas não valeu a pena

A loja que dava tudo de graça
Em 2017, em Zeist, na Holanda, um grupo de ladrões arrombou uma loja depois do horário comercial e fugiu com uma televisão. O problema: tratava-se de uma loja de doação, parte de um projeto de reciclagem onde tudo era gratuito. E a televisão que levaram estava quebrada. Eles não foram presos.
A fumaça que apagou o plano
Três ladrões quebraram as portas de um supermercado em Giessenburg, na Holanda, para roubar cigarros. Um deles foi diretamente ao balcão do caixa e o pulou para furtar os cigarros nas prateleiras da parede. Nisso, eles dispararam o sistema de segurança da loja e receberam mais “fumaça” do que desejavam: a máquina de fumaça de segurança da loja fora ativada. Eles perceberam que a polícia tinha sido avisada e fugiram de mãos vazias.
O policial que latiu
Um jovem que fugia a pé de uma perseguição policial em Wiltshire, na Inglaterra, achou que estava se distanciando do agente Steve Hutton, de 44 anos, quando ouviu: "Policial com cão, fique parado!", seguido de latidos agressivos.
Assustado, o rapaz parou imediatamente. Hutton, sem fôlego, o algemou em seguida. Não havia cachorro. Era o próprio policial imitando os latidos. O rapaz foi interrogado e liberado.
E as desculpas mais idiotas que a polícia já ouviu
O problema: Mais de 40 mil caixas de vinho confiscadas foram ilegalmente consumidas em delegacias do estado indiano de Bihar. A desculpa: A polícia afirmou que ratos haviam roído as rolhas das garrafas e bebido o conteúdo. (Fonte: RT)
O problema: Um homem foi parado na Austrália por dirigir 16 km/h acima do limite. A desculpa: "O vento estava me empurrando." (Fonte: Metro)
O problema: Uma canadense foi flagrada dirigindo quase ao dobro do limite de velocidade. A desculpa: Ela disse que precisava chegar em casa a tempo de ver o pôr do sol. Eram 8h20 da manhã. (Fonte: CTV News)
O problema: Uma universitária foi presa por furtar lojas. A desculpa: Ela pesquisava para seu trabalho de conclusão de curso sobre cleptomania. (Fonte: Associated Press)
Essas histórias foram publicadas originalmente na revista Seleções e compiladas a partir de registros policiais e fontes jornalísticas internacionais.