De "Haja coração!" a "Sabe de quem?", relembre os bordões de narradores e comentaristas esportivos que marcaram época e conquistaram gerações de torcedores.
Thyago Murad | 13 de Julho de 2026 às 12:00
Quem acompanha futebol ou outros esportes pela televisão provavelmente já repetiu algum bordão de narrador sem nem perceber. Algumas frases nasceram durante transmissões históricas, outras surgiram espontaneamente e acabaram ganhando vida própria nas redes sociais, em memes e até nas conversas do dia a dia.
Muito além da narração, esses bordões ajudaram a construir a identidade de grandes nomes da televisão brasileira. Alguns atravessaram décadas, enquanto outros viralizaram recentemente e conquistaram uma nova geração de torcedores.
Ter um bordão se tornou uma marca registrada dos narradores brasileiros e embora essa característica tenha sido muito forte nas décadas de 1980 e 1990, ela voltou a ganhar força nos últimos anos com a popularização dos memes e das redes sociais.
Os bordões ajudam a criar identidade. Assim como artistas são reconhecidos pela voz ou cantores por determinadas músicas, narradores acabam sendo lembrados por frases que se repetem ao longo da carreira.
Provavelmente o bordão mais conhecido da televisão esportiva brasileira. Galvão Bueno popularizou a expressão durante momentos de grande emoção, principalmente em decisões de futebol e corridas de Fórmula 1.
Hoje, "Haja coração!" ultrapassou o universo esportivo e passou a ser usado em qualquer situação de tensão ou ansiedade.
Embora tenha sido criado para celebrar o quarto título mundial da Seleção Brasileira, em 1994, o grito entrou para a história da televisão. Até hoje, a frase é lembrada sempre que alguém conquista um quarto título ou repete um feito importante.
Entre os narradores da nova geração, poucos conseguiram criar um bordão tão reconhecido quanto Luís Roberto. Sempre antes de anunciar o autor do gol, ele pergunta: "Sabe de quem?". A expressão rapidamente virou meme e passou a ser reproduzida pelos torcedores nas redes sociais.
Outra marca registrada do narrador é o prolongamento da palavra gol. O jeito característico de narrar virou assinatura pessoal e costuma aparecer principalmente em jogos decisivos.
Silvio Luiz foi um dos maiores criadores de bordões da televisão brasileira. Entre eles, um dos mais famosos é: "Olho no lance!" A frase era usada antes de lances polêmicos ou revisões.
Poucas frases atravessaram tantas gerações quanto essa. Sempre antes de mostrar o replay de uma jogada, Silvio Luiz dizia: "Confira comigo no replay." Mesmo décadas depois, a expressão continua sendo usada como meme nas redes sociais.
Outro clássico do narrador, essa frase aparecia quando algo inesperado acontecia durante a partida e acabou se tornando uma de suas principais marcas.
Entre os bordões mais curiosos da televisão esportiva está essa expressão criada por Silvio Luiz. Ela era utilizada para indicar que determinado lance havia acontecido apenas "na conversa", sem confirmação imediata.
Mais um exemplo do humor característico do narrador. A frase costumava encerrar transmissões ou momentos descontraídos e ajudou a consolidar sua identidade na televisão brasileira.
No rádio esportivo, poucos bordões ficaram tão famosos quanto este e sempre que saía um gol, Osmar Santos soltava o tradicional: "Pimba na gorduchinha!"
Luciano do Valle ficou conhecido por transmitir emoção de maneira espontânea. Entre suas marcas registradas estava o simples, mas inesquecível: "Que beleza!". A expressão acompanhou grandes momentos do esporte brasileiro.
A reação espontânea de Téo José diante de grandes jogadas acabou virando bordão. O famoso: "Oloco!" é repetido até hoje por fãs de automobilismo e futebol.
Milton Leite transformou uma expressão cotidiana em um dos bordões mais populares da TV. Sempre diante de um lance inacreditável ou de um erro inesperado, vinha o comentário: "Que fase!"
A frase rapidamente saiu das transmissões e passou a fazer parte do vocabulário dos brasileiros.
O bordão surgiu durante uma narração marcante e acabou ganhando enorme repercussão na internet. Apesar de ter se tornado viral em 2006, a frase é usada até hoje em vídeos de humor, memes e publicações nas redes sociais.
Representando uma geração mais recente de narradores, André Henning transformou sua empolgação em marca registrada. O entusiasmo ao repetir: "Que jogo!" acabou conquistando os fãs das transmissões esportivas, principalmente em partidas da Liga dos Campeões.
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